Objetivo: mapear as contribuições das redes de apoio na qualidade de vida sexual no climatério. Métodos: revisão de escopo realizada em sete bases de dados, além da literatura cinzenta disponível no Google Scholar, na Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações e no Catálogo de Teses e Dissertações, sem limite temporal. Resultados: dos 2.507 estudos identificados, oito atenderam aos critérios de elegibilidade. As redes de apoio informais contribuíram com o acesso a informações, hábitos saudáveis e controle de sintomas, mas apresentaram fragilidades com a comunicação eficaz, diagnósticos tardios e práticas medicalizadas. As redes de apoio formais favorecem para o bem-estar emocional, prazer sexual e atitudes positivas em relação à sexualidade, porém mostraram limitações como preconceitos sociais, suporte inadequado e sintomas depressivos. Conclusão: as evidências mostram que as redes de apoio contribuem para a qualidade de vida sexual no climatério, ao se relacionarem com o enfrentamento das mudanças desse período e com a vivência da sexualidade, embora não seja possível estabelecer causalidade. Contribuições para a prática: os achados desta revisão reforçam a importância da atuação multiprofissional e intersetorial na criação e manutenção de redes de apoio eficazes, que acolham e orientem mulheres no climatério.
Objective: to map the contributions of support networks to the quality of sexual life during the climacteric. Methods: a scoping review was conducted across seven databases, supplemented by gray literature from Google Scholar, the Brazilian Digital Library of Theses and Dissertations, and the Catalog of Theses and Dissertations, with no time limit. Results: of the 2,507 identified studies, eight met the eligibility criteria. Informal support networks contributed through access to information, healthy habits, and symptom management; however, they presented weaknesses regarding effective communication, delayed diagnoses, and medicalized practices. Formal support networks fostered emotional well-being, sexual pleasure, and positive attitudes toward sexuality, yet showed limitations such as social prejudices, inadequate support, and depressive symptoms. Conclusion: the evidence shows that support networks contribute to the quality of sexual life during the climacteric by assisting in coping with the changes of this period and the experience of sexuality, although causality cannot be established. Contributions to practice: the findings of this review reinforce the importance of multiprofessional and intersectoral action in creating and maintaining effective support networks that welcome and guide women during the climacteric.