A espécie equina apresenta peculiaridades reprodutivas, destacando-se pela baixa taxa de fertilidade. Por isso, é importante que a égua conceba logo após o parto, permitindo a produção de um potro por ano. Na fêmea equina, o primeiro cio pós-parto ocorre, em geral, entre 5 e 15 dias após o nascimento. No Brasil, o uso do cio do potro não é prática comum, embora no Sul existam criatórios de cavalos Puro Sangue de Corrida (PSC) que adotam diferentes técnicas reprodutivas. Este estudo analisou a fertilidade do primeiro e do segundo cio pós-parto, bem como a incidência de perdas gestacionais e a faixa etária em éguas PSC. A pesquisa foi realizada em dois criatórios no sul do Rio Grande do Sul, durante a temporada reprodutiva de 2015, avaliando 105 éguas com idades entre 5 e 26 anos. Os animais foram divididos em dois grupos: menos de 12 anos e 12 anos ou mais. O monitoramento folicular foi feito por palpação retal e ultrassonografia, utilizando garanhões de fertilidade comprovada. O diagnóstico de gestação ocorreu 14 dias após a ovulação, com reavaliações até 60 dias. Os resultados não mostraram diferença estatística entre o primeiro e o segundo cio quanto à taxa de prenhez e às perdas gestacionais. Também não houve diferença significativa entre as faixas etárias, embora éguas mais jovens tenham apresentado maior taxa de prenhez. Conclui-se que o cio do potro apresenta fertilidade semelhante aos demais, sendo uma estratégia útil para manter a produtividade anual, apesar da influência da idade na eficiência reprodutiva.