Colaboração e equidade na aprendizagem geométrica: uma investigação sobre a Complex Instruction no ensino médio

Revista OWL (OWL Journal)

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ISSN: 2965-2634
Editor Chefe: Avaetê de Lunetta e Rodrigues Guerra
Início Publicação: 03/04/2023
Periodicidade: Trimestral
Área de Estudo: Multidisciplinar

Colaboração e equidade na aprendizagem geométrica: uma investigação sobre a Complex Instruction no ensino médio

Ano: 2026 | Volume: 4 | Número: 5
Autores: Anderson de Moraes Fonseca, Víctor Belmonte Major de Paula, Matheus Alves da Silva Ronconi Costa, Karen Costa Machado de Alencar, Susana Aparecida da Veiga, Cleusa Vieira da Costa, Kátia Celina da Silva Richetto, Willian José Ferreira
Autor Correspondente: Anderson de Moraes Fonseca | [email protected]

Palavras-chave: Aprendizagem matemática, Equidade educacional, Educação inclusiva, Abordagem colaborativa, Engajamento estudantil

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

Este estudo examina como o trabalho colaborativo estruturado por papéis definidos contribui para redistribuir a participação e aprofundar a aprendizagem geométrica no Ensino Médio. A investigação, de abordagem qualitativa e crítica, foi desenvolvida como pesquisa-ação em uma turma de 3º ano de uma escola pública estadual paulista, envolvendo 27 estudantes. A intervenção “Torre de Pitágoras” articulou princípios da Complex Instruction e da Educação Matemática Crítica por meio de grupos heterogêneos, tarefas com múltiplos pontos de entrada, ludicidade intencional e exigência de justificativa coletiva. Os dados, compostos por registros dos grupos, observações do professor-pesquisador e manifestações dos estudantes, foram analisados com base na análise de conteúdo. Os resultados indicam que os papéis colaborativos favoreceram a circulação da palavra, a escuta entre pares e a validação de diferentes contribuições, tensionando hierarquias de status. No campo geométrico, a atividade deslocou o Teorema de Pitágoras de uma aplicação algorítmica para uma experiência de modelagem, argumentação e construção coletiva de sentidos. Conclui-se que práticas colaborativas estruturadas podem qualificar simultaneamente participação social e aprendizagem conceitual em aulas de matemática.