Este artigo tem como objetivo analisar a interconexão entre a miscigenação, a identidade e a religiosidade no Brasil, abordando a partir de uma ótica histórico-cultural. A pesquisa pretende examinar de que maneira os processos de mestiçagem étnica moldaram a identidade nacional brasileira, dando ênfase às expressões religiosas que emergiram da convivência entre o catolicismo europeu, as crenças indígenas e as religiões de origem africana, além da subsequente incorporação do protestantismo e do pentecostalismo no cenário religioso. O objetivo maior da investigação é compreender como essas tradições se comunicaram, resistiram e se mesclaram, contribuindo para a construção de uma religiosidade que é ao mesmo tempo, plural, sincrética e identitária. A abordagem escolhida é de natureza qualitativa e conta com uma fundamentação bibliográfica, sustentada por uma revisão sistemática de autores nos campos da história das religiões, antropologia, teologia e ciências sociais. Essa análise incorpora fontes acadêmicas, documentos históricos e obras teóricas modernas. Além disso, o trabalho realizará uma comparação entre as principais tradições religiosas do Brasil, buscando reconhecer seus pontos de semelhança e as tensões simbólicas e sociais que emergem entre elas. O objetivo é desenvolver uma análise crítica a respeito da importância da religiosidade na formação da identidade cultural do Brasil, evidenciando que as manifestações religiosas populares e pentecostais representam maneiras válidas de resistência simbólica, reconfiguração da identidade e organização social. Este estudo vai enriquecer a discussão sobre pluralidade religiosa, memória coletiva e diversidade cultural nas ciências humanas e sociais.