Este artigo discute a evolução da cartografia da saúde no contexto da Neocartografia, destacando o papel crescente das geotecnologias e das plataformas digitais na democratização do acesso à informação espacial. A partir de uma abordagem teórica e aplicada, os autores analisam como a popularização de ferramentas como WebGis, mapas interativos e geoprocessamento impactam a representação do espaço geográfico e a gestão da saúde pública. O texto enfatiza a importância da alfabetização cartográfica para garantir o uso crítico dessas tecnologias e argumenta que o acesso ao conhecimento cartográfico é essencial para formar cidadãos capazes de interpretar, interagir e propor soluções para os desafios socioespaciais contemporâneos, especialmente em contextos de crise sanitária.