Avaliação do padrão de requisição de antimicrobianos no Hospital Universitário da Universidade Federal de Juiz de Fora

Principia

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ISSN: 1518-2983
Editor Chefe: Profa. Dra. Mônica Ribeiro de Oliveira
Início Publicação: 01/10/1994
Periodicidade: Anual
Área de Estudo: Multidisciplinar

Avaliação do padrão de requisição de antimicrobianos no Hospital Universitário da Universidade Federal de Juiz de Fora

Ano: 2013 | Volume: 17 | Número: 1
Autores: Ronald Kleinsorge Roland, Victor da Silva Coelho, Valdenir da Silva Oliveira, Lara Meneguelli Miranda, Suênio Trindade Alves, Maria Clara Marangoni, Everaldo Cesar Motta
Autor Correspondente: Ronald Kleinsorge Roland | [email protected]m.br

Palavras-chave: Registros hospitalares, Resistência Microbiana a medicamentos, Antibacterianos, Testes de Sensibilidade Microbiana

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

Introdução: Desde meados do século XX, foi possível a redução da mortalidade e a cura de várias doenças infecciosas devido à descoberta dos antimicrobianos. No entanto, desde o início do seu uso o aparecimento da resistência se tornou um grande desafio para os médicos. Objeto: Verificar a adequação do preenchimento da Ficha de Requisição de Antimicrobianos, identificar o perfil das infecções comunitárias e como elas foram tratadas. Método: Trata-se de um estudo transversal, quantitativo de delineamento exploratório. Foi montado um banco de dados no software Microsoft Access 2007 com informações colhidas na Ficha de Requisição de Antimicrobiano. Resultados: As fichas do período de julho de 2010 a junho de 2011 totalizaram 2481 fichas. Dessas, 1021(41%) estavam descritas como infecções comunitárias, no entanto, apenas 502 fichas foram analisadas, o restante foi excluído devido ao mau preenchimento. Dentre as analisadas (302), 60% estavam distribuídas em apenas três sítios: infecções respiratórias; urinárias e infecções do trato gastrointestinal. Foram identificados apenas 31 antimicrobianos diferentes, sendo que a Ciprofloxacina, o Ceftriaxone, a Amoxicilina/Clavulanato e Metronidazol eram responsáveis por 53,4% de todas as prescrições. Observou-se ainda que havia prescrição de antimicrobianos tipicamente indicado para tratamento de infecções hospitalares no tratamento de infecções comunitárias, correspondendo a cerca de 16% das prescrições. Deve-se ressaltar que apenas 52 antibiogramas (10,3%) foram realizados. Conclusão: O trabalho revela o mau preenchimento da ficha, poucos antibiogramas realizados e alerta para o uso de determinados antimicrobianos no tratamento das infecções comunitárias. Apesar dessas deficiências, houve congruência entre os principais diagnósticos e as prescrições e a evidência da necessidade de procedimentos de educação continuada na prescrição de antimicrobianos.