Este estudo tem como objetivo analisar as atualizações no ensino da Sociologia Contemporânea, com ênfase no contexto da Educação Básica brasileira, especialmente no Ensino Médio. Partindo de uma revisão bibliográfica e documental, o texto examina as transformações curriculares impulsionadas pela aprovação da Lei Federal n. 13.415/2017 e pela homologação da Base Nacional Comum Curricular em 2018, documentos que reconfiguraram profundamente o espaço da Sociologia no currículo escolar. Discute-se, ainda, as contribuições de referenciais teóricos contemporâneos — como Zygmunt Bauman, Anthony Giddens e Pierre Bourdieu — para a renovação das práticas pedagógicas da disciplina, bem como os desafios impostos pela modernidade líquida à formação do pensamento sociológico crítico em jovens estudantes. O artigo argumenta que as atualizações no ensino da Sociologia não se reduzem a ajustes curriculares formais, mas implicam uma reorientação epistemológica e metodológica capaz de articular a tradição sociológica clássica às demandas intelectuais e sociais do século XXI. Conclui-se que a renovação do ensino sociológico exige comprometimento político, formação docente contínua e abertura para abordagens pedagógicas que coloquem a emancipação intelectual dos sujeitos como horizonte formativo central.