Este artigo analisa, sob a perspectiva da Análise do Discurso Crítica (ADC), os processos linguístico-discursivos que sustentam a masculinidade tóxica em interações digitais. O corpus inclui postagens e comentários de plataformas como X (Ex-Twitter) e TikTok, adotando uma abordagem qualitativa fundamentada em teóricos como Fairclough (2001), Connell (2005) e Orlandi (2015). Os resultados indicam que as redes sociais operam como arenas ideológicas onde normas patriarcais são amplificadas, reforçando hierarquias de gênero. Comentários que deslegitimam a expressão de emoções ou que promovem estereótipos masculinos hegemônicos ilustram como essas práticas discursivas limitam identidades masculinas alternativas. Conclui-se que a masculinidade tóxica é sustentada por mecanismos discursivos que naturalizam desigualdades e inibem mudanças sociais. O estudo destaca a necessidade de práticas discursivas que incentivem formas mais inclusivas de masculinidade e a importância de pesquisas futuras que explorem estratégias para desconstruir narrativas hegemônicas nos ambientes digitais.