Análise bacteriológica de aparelhos celulares em um serviço público de saúde em Belém, estado do Pará, Brasil

Revista Pan-Amazônica de Saúde (RPAS)

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ISSN: 2176-6223
Editor Chefe: Isabella M. A. Mateus
Início Publicação: 02/01/2010
Periodicidade: Trimestral
Área de Estudo: Ciências Biológicas, Área de Estudo: Ciências da Saúde, Área de Estudo: Multidisciplinar

Análise bacteriológica de aparelhos celulares em um serviço público de saúde em Belém, estado do Pará, Brasil

Ano: 2022 | Volume: 13 | Número: 1
Autores: Beatriz Modesta Moreira, Kássia Larissa Pinto Carvalho, Danylo Duran Silva Santos, Laine Celestino Pinto
Autor Correspondente: Laine Celestino Pinto | [email protected]

Palavras-chave: Telefone Celular, Pessoal de Saúde, Análise Bacteriológica, Antibiograma, Lavagem de Mãos

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

OBJETIVOS: Realizar a análise bacteriológica de aparelhos celulares da equipe multiprofissional de uma Unidade Municipal de Saúde de Belém, Pará, Brasil; estabelecer o perfil de sensibilidade das espécies encontradas; e avaliar as medidas de higienização adotadas e o nível de conhecimento sobre contaminação microbiana. MATERIAIS E MÉTODOS: Trata-se de um estudo analítico transversal, no qual foram aplicados questionários e coletadas amostras das superfícies e capas dos aparelhos celulares. As amostras foram semeadas nos meios ágar sangue e MacConkey, e a identificação bacteriana ocorreu pela aplicação de provas específicas. Foi realizado o teste de sensibilidade antimicrobiana pelo método de difusão de discos. RESULTADOS: Participaram do estudo 38 profissionais. Foram detectadas bactérias em 94,7% dos celulares, predominando espécies Gram-positivas (82,2%) e, dentre essas, 89,1% mostraram-se resistentes à penicilina G. A espécie mais prevalente foi Staphylococcus aureus (51,1%). A maioria dos investigados relatou fazer uso do celular em todos os lugares (97,4%) e durante o atendimento (78,9%), 76,3% compartilhavam com outras pessoas, 68,4% realizavam a lavagem das mãos antes ou após utilizá-lo e antes do atendimento aos pacientes (92,1%) e 39,4% faziam a limpeza mais de uma vez na semana com álcool 70% (57,9%). Além disso, a maioria apresentou um nível de conhecimento satisfatório sobre a contaminação microbiana dos telefones móveis; no entanto, as amostras estavam significativamente contaminadas. CONCLUSÃO: Ressalta-se a importância da adoção de medidas corretas de higienização pessoal e dos dispositivos, de modo a reduzir a propagação de bactérias entre os profissionais e os pacientes.



Resumo Inglês:

OBJECTIVES: To carry out the bacteriological analysis of cell phones of the multidisciplinary health team of a Municipal Health Unit in Belém, Pará State, Brazil; establish the sensitivity profile of the species found; and evaluate the adopted hygiene measures and the level of knowledge about microbial contamination. MATERIALS AND METHODS: This is an analytical cross-sectional study in which questionnaires were applied and samples were collected from cell phones surfaces and cases. The samples were cultivated in blood agar and MacConkey medium, and bacterial identification was done through the application of specific tests. The antimicrobial sensitivity test was also performed using the disk diffusion method. RESULTS: Thirty-eight professionals participated in the study. Bacteria were detected in 94.7% (36/38) of the cell phones, with a predominance of Gram-positive species (82.2%) and, among these, 89.1% were resistant to penicillin G. The most prevalent species was Staphylococcus aureus (51.1%). Most respondents reported using the cell phone everywhere (97.4%) and during patient care (78.9%), 76.3% used to share it with other people, 68.4% washed their hands before or after using it and before patient care (92.1%), and 39.4% cleaned more than once a week with 70% alcohol (57.9%). In addition, most participants had a satisfactory level of knowledge about the microbial contamination of mobile phones; however, the samples from these professionals were significantly contaminated. CONCLUSION: Adopting correct personal and cell phone hygiene measures is essential to reduce the spread of bacteria between health professionals and patients.