Este artigo problematiza a relação entre educação afetiva e neurociência a partir de uma perspectiva crítica, tensionando as apropriações tecnicistas e neoliberais da educação socioemocional no contexto escolar contemporâneo. Fundamentado em contribuições da neurociência, da pedagogia crítica e das teorias do desenvolvimento humano, o estudo analisa o afeto como dimensão constitutiva do processo educativo, indissociável das relações sociais, culturais e históricas que atravessam a escola. A partir do diálogo com autores da pedagogia crítica, discute-se o risco da redução do afeto a competências individuais mensuráveis, bem como os efeitos de culpabilização do sujeito e apagamento do coletivo promovidos por determinadas políticas educacionais. Conclui-se que uma educação socioemocional crítica deve reconhecer o afeto como prática ética, política e emancipatória, reafirmando a centralidade da relação professor-aluno como espaço de humanização e resistência no fazer docente.
This article critically examines the relationship between affective education and neuroscience, questioning technicist and neoliberal appropriations of socio-emotional education in contemporary schooling. Grounded in contributions from neuroscience, critical pedagogy, and human development theories, the study analyzes affect as a constitutive dimension of the educational process, inseparable from the social, cultural, and historical relations that shape school life. Drawing on authors of critical pedagogy, the article discusses the risks of reducing affect to measurable individual competencies, as well as the processes of individual blame and the erasure of collective and structural dimensions promoted by certain educational policies. The study concludes that a critical approach to socio-emotional education must understand affect as an ethical, political, and emancipatory practice, reaffirming the centrality of the teacher-student relationship as a space for humanization and resistance in teaching practice.
Este artículo analiza críticamente la relación entre la educación afectiva y la neurociencia, problematizando las apropiaciones tecnicistas y neoliberales de la educación socioemocional en el contexto escolar contemporáneo. A partir de aportes de la neurociencia, la pedagogía crítica y las teorías del desarrollo humano, el estudio concibe el afecto como una dimensión constitutiva del proceso educativo, inseparable de las relaciones sociales, culturales e históricas que atraviesan la escuela. En diálogo con autores de la pedagogía crítica, se discuten los riesgos de reducir el afecto a competencias individuales medibles, así como los procesos de culpabilización del sujeto y el ocultamiento de las dimensiones colectivas promovidos por determinadas políticas educativas. Se concluye que una educación socioemocional crítica debe reconocer el afecto como práctica ética, política y emancipadora, reafirmando la centralidad de la relación docente-estudiante como espacio de humanización y resistencia pedagógica.