Ao ler esta pesquisa, nosso objetivo é descortinar alguns assuntos que, por tempos, causaram inquietações. Assuntos como, de que maneira o divórcio dos pais, vivenciado durante a infância, pode influenciar a vida emocional e social na fase adulta. A pesquisa parte da reflexão sobre como essa experiência pode deixar marcas, mas também pode despertar a capacidade de superação e crescimento, como a resiliência. Por meio de estudos e referenciais teóricos atuais, como os de Barlach (2024), Ungar (2021) e Fernandes e Lima (2021), o estudo discute como o apoio emocional, o vínculo familiar e a forma como a criança vivencia o rompimento conjugal impactam seu desenvolvimento. Observa-se que, embora o divórcio seja um evento desafiador, muitos indivíduos conseguem ressignificar a dor e transformá-la em força, construindo trajetórias mais conscientes e equilibradas. Assim, o trabalho reforça a importância de olhar para a resiliência não apenas como um conceito psicológico, mas como um processo humano de reconstrução. Além disso, destaca o papel essencial do psicólogo em oferecer suporte e promover ambientes familiares mais acolhedores, capazes de favorecer o desenvolvimento saudável de crianças e adultos diante das rupturas familiares.