O presente artigo tem como tema o racismo estrutural na educação, tendo como principal objetivo, analisar de que forma o estudo e valorização das africanidades podem contribuir para o combate ao racismo em todas as suas esferas na escola. Os principais autores citados na pesquisa foram Kabenguele Munanga (2010), Silvio Almeida (2019) e Djamila Ribeiro (2019), que apontam os elementos centrais que constituem o racismo estrutural e institucional dentro das escolas, e de que forma o estudo sobre a cultura africana e afro-brasileira contribui para o combate direto ao racismo, corroborando para a luta antirracista. A pesquisa também citou o trabalho de Cida Bento (2022), que destrincha os privilégios da população branca em detrimento da população negra, o quanto esses privilégios acabam por negar o racismo, tornando-o cada vez mais velado em nossa sociedade. Os resultados indicam que a valorização das africanidades no currículo escolar compõe um elemento central para o enfrentamento das desigualdades raciais na escola. Conclui-se que a incorporação crítica das africanidades na educação representa um caminho fundamental para a efetivação de uma educação democrática, equitativa e comprometida com a justiça social.