Investigamos a cobertura sobre a Menina sem Nome, para anarquivá-la, atualizá-la e narrá-la jornalisticamente. Analisamos, sob a perspectiva de gênero, raça e infância, reportagens da Rede Globo em 2023. Buscamos tensionar as formas de desarquivamento do tema pelo jornalismo e os modos pelos quais esses corpos são figurados. Propomos ainda um exercício de anarquivamento que busque alguma reparação a esse sujeito, historicamente destinado à tríplice significação associada a meninas e mulheres negras no modelo escravista brasileiro. Concluímos que esta menina, que teve direitos negados em vida, continua vulnerável e desprotegida pelo jornalismo brasileiro, que simula e exibe as violências que sofreu.