Universitários e o Uso do Preservativo como Método de Prevenção das Infecções Sexualmente Transmissíveis

Revista Psicologia e Saúde

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ISSN: 2177-093X
Editor Chefe: Rodrigo Lopes Miranda
Início Publicação: 01/07/2009
Periodicidade: Anual
Área de Estudo: Ciências da Saúde, Área de Estudo: Ciências Humanas, Área de Estudo: Psicologia

Universitários e o Uso do Preservativo como Método de Prevenção das Infecções Sexualmente Transmissíveis

Ano: 2022 | Volume: 14 | Número: 4
Autores: Anderson da Silva Moreira; Julya Thereza dos Santos Paixão; Géssyca Cavalcante de Melo
Autor Correspondente: Anderson da Silva Moreira | [email protected]

Palavras-chave: estudantes de ciências da saúde, conhecimentos, atitudes e prática em saúde, saúde sexual, infecções sexualmente transmissíveis, preservativos

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

Introdução: O objetivo deste estudo foi analisar o conhecimento, a atitude e a prática dos universitários da área da saúde que já tiveram relações sexuais, sobre o uso do preservativo como método de prevenção das infecções sexualmente transmissíveis (IST). Metodologia: Estudo descritivo do tipo inquérito sobre Conhecimento, Atitude e Prática, com delineamento transversal e abordagem quantitativa. Foi executada em formato on-line, cujas informações foram obtidas por meio da aplicação de um questionário durante o período de setembro a dezembro de 2021. A análise de dados foi realizada por meio dos softwaresJASP 0.9.1.0 e BioEstat 5.0. Resultados: Dos 162 participantes, 64.8% possuíam conhecimento adequado; 52.5%, atitude adequada; e 98.1%, prática inadequada em relação à prevenção. O conhecimento esteve associado com a religião (p=0.015), frequência de realização de testes rápidos (p=0.016) e diagnóstico prévio de IST (p=0.029); a atitude esteve associada com a renda familiar (p=0.027), procedência (p=0.017) e sexo (p=0.000); houve associação da prática com o relacionamento (p=0.040). Discussão: O acesso apropriado a meios de prevenção e de informações favorece melhores atitudes e práticas em relação ao uso dos preservativos. Conclusão: Os universitários podem estar vulneráveis às IST, sendo importante ações educativas voltadas à adesão do preservativo.



Resumo Inglês:

Introduction: The aim of this study was to analyze the knowledge, attitude, and practice of university students in the health area who have already had sexual intercourse about condom use as a preventing sexually transmitted infections (STIs) method. Methodology: Descriptive survey-type study on Knowledge, Attitude, and Practice, with a cross-sectional design and a quantitative approach. It was performed in an online format, whose information was obtained through the application of a questionnaire during the period from September to December 2021. Data analysis was performed using the JASP 0.9.1.0 and BioEstat 5.0 software. Results: Of the 162 participants, 64.8% had adequate knowledge, 52.5% had an adequate attitude, and 98.1% had inadequate practice in relation to prevention. Knowledge was associated with religion (p=0.015), frequency of performing rapid tests (p=0.016), and previous diagnosis of STI (p=0.029); attitude was associated with family income (p=0.027), origin (p=0.017), and gender (p=0.000); there was an association between practice and relationship (p=0.040). Discussion: Appropriate access to means of prevention and information favors better attitudes and practices in relation to the use of condoms. Conclusion: University students may be vulnerable to STIs, and educational actions aimed at condom adherence are important.



Resumo Espanhol:

Introducción: El objetivo de este estudio fue analizar el conocimiento, la actitud y la práctica de estudiantes universitarios del área de la salud que ya han tenido relaciones sexuales, sobre el uso del preservativo comométodo de prevención de infecciones de transmisión sexual (ITS). Metodología: Estudio descriptivo tipo encuesta sobre Conocimientos, Actitudes y Prácticas, con diseño transversal y enfoque cuantitativo. Se realizó en formato online, cuya información se obtuvo mediante la aplicación de un cuestionario durante el período de septiembre a diciembre de 2021. El análisis de datos se realizó mediante el software JASP 0.9.1.0 y BioEstat 5.0. Resultados: De los 162 participantes, el 64.8% tenía un conocimiento adecuado, el 52.5% tenía una actitud adecuada y el 98.1% tenía una práctica inadecuada en relación a la prevención. El conocimiento se asoció con la religión (p=0.015), frecuencia de realización de pruebas rápidas (p=0.016) y diagnóstico previo de ITS (p=0.029); la actitud se asoció con el ingreso familiar (p=0.027), el origen (p=0.017) y el género (p=0.000); hubo asociación entre práctica y relación (p=0.040). Discusión: El acceso adecuado a medios de prevención e información favorece mejores actitudes y prácticas en relación al uso del preservativo. Conclusión: Los estudiantes universitarios pueden ser vulnerables a las ITS y las acciones educativas dirigidas a la adherencia al preservativo son importantes.