UMA POSSÍVEL ONTOLOGIA DA DOR NA METAFÍSICA DE ANNE CONWAY

Revista Sísifo

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ISSN: 2359-3121
Editor Chefe: Yves São Paulo e Marcelo Vinicius
Início Publicação: 31/12/2014
Periodicidade: Semestral
Área de Estudo: Filosofia

UMA POSSÍVEL ONTOLOGIA DA DOR NA METAFÍSICA DE ANNE CONWAY

Ano: 2017 | Volume: 1 | Número: 6
Autores: Teixeira, P, R.
Autor Correspondente: Yves São Paulo e Marcelo Vinicius | [email protected]l.com

Palavras-chave: Filosofia Moderna, Ontologia, Metafísica

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

Em seu único livro Os Princípios da Mais Antiga a Moderna Filosofia, Anne Conway apresenta uma ontologia da dor. No capítulo sétimo de seu trabalho, a filósofa inglesa escreve que “toda dor e tormento estimula a vida ou o espírito que existe em tudo o que sofre (...) isso tem de acontecer necessariamente porque através da dor e do sofrimento, toda e qualquer rudeza ou densidade contraída pelo espírito ou pelo corpo se atenua.” PFMAM C. 7 S. 1[1]. O objetivo final dos seres é atingir à perfeição junto a Deus. O propósito deste artigo é mostrar como a metafísica de Anne Conway depende da experiência da dor para assegurar a unidade entre corpo e alma contrariando o tradicional dualismo psicofísico cartesiano. A dor também assegura a tese da harmonia pré-estabelecida que Conway compõe e é retomada por Leibniz com algumas diferenças. Com efeito, será necessário esclarecer algumas teses presentes na obra da autora, tal como o finalismo, o vitalismo monista, a ideia de Deus como emanação e por fim a harmonia pré-estabelecida. Quer-se mostrar que Conway de fato estabelece uma ontologia da dor, e não uma ontologia a partir da dor como defende Maria Luísa Ribeiro (Uma Ontologia a Partir da Dor, Lisboa: 2010), e que a dor é a chave central de compreensão para a filosofia de Anne Conway.