Uma nova imagem de pessoa? neurociências e filosofia: possibilidades e limites

Estudos Teológicos

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ISSN: 22376461
Editor Chefe: Wilhelm Wachholz
Início Publicação: 31/05/1962
Periodicidade: Semestral
Área de Estudo: Teologia

Uma nova imagem de pessoa? neurociências e filosofia: possibilidades e limites

Ano: 2011 | Volume: 51 | Número: 2
Autores: G. J. Fischer, J. R. Facion
Autor Correspondente: G. J. Fischer | [email protected]

Palavras-chave: neurociência, pessoa e consciência, livre-arbítrio e determinismo, ente vivo e neuroética

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

Existe um Eu que é senhor sobre a sua própria casa, o corpo, ou toda a realidade pessoal se reduz a um conjunto de ordem neurofisiológica? Há consenso no meio científico de que é por meio do cérebro que ocorrem todos os processos mentais; não na alma, na acepção dos dualistas clássicos, como substância separada e acima do organismo. O Eu em sua capacidade de livre escolha, porém, permanece um mistério não decifrado. Neurofilósofos de orientação naturalista propõem que liberdade e determinismo cerebral são compatíveis e, em seu entender, essa posição permite que – com limites – se prossiga falando de responsabilidade dos seres humanos por decisões. O fenômeno consciente e do livre-arbítrio não são prodígios do acaso, mas também não são meros produtos de uma causalidade linear. Situam-se no ser, que é sempre maior que a soma de todas as partes, ou seja, não reduzíveis ao seu cérebro. As ponderações acerca dos resultados e interpretações em torno das pesquisas do cérebro são, hoje, lugar privilegiado para uma neuroética com visão integral de pessoa e auxiliam a que se observem as possibilidades e os limites das neurociências.