A Transição discursiva da Existência de Deus no Discurso Moderno

Revista Eros

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ISSN: 2357-8246
Editor Chefe: Fabrício Klain Cristofoletti
Início Publicação: 30/06/2013
Periodicidade: Semestral
Área de Estudo: Filosofia

A Transição discursiva da Existência de Deus no Discurso Moderno

Ano: 2013 | Volume: 1 | Número: 1
Autores: Joaquim Fernando Pontes III
Autor Correspondente: Joaquim Fernando Pontes III | [email protected]

Palavras-chave: Discurso Moderno. Existência Divina. Iluminismo.

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

A abordagem que discorre sobre a existência divina integra-se a religião enquanto conceito central. Sua recorrência plausível fora objeto de estudo que integra argumentos racionais e a fé. Essa relação é comprometida quando para a elaboração de um discurso sobre o conhecimento seja desnecessário para sua sustentação remeter a Deus. Embora estudos admitam que a laicização do discurso esteja situada no iluminismo, essa constatação não é o suficiente para determinar em que momento a recorrência a existência de Deus fora desnecessária para que se tenha a fluidez de uma proposta teórica. Uma semelhança é prevista quando os princípios metafísicos são questionados como insuficientes e sem fundamentação prática, entre esses está incluso a concepção de divindade. O corrente texto busca reportar na produção autônoma da modernidade dois discursos que possuem marcos diferentes para seus procedimentos, no primeiro pode-se observar no discurso de Rene Descartes o sustentáculo indispensável que a existência divina fornece quando intenta considerar que o homem é capaz pelo uso da razão especulativa prover uma verdade absoluta, sem que para isso utilize-se da experiência. No segundo caso a proposta de David Hume apresenta uma desconsideração sobre tudo que é originário na especulação metafísica, assumindo um trato cético quando aponta a insegurança de princípios que se utilizam desses argumentos como meios fundantes. Com essa averiguação pode-se observar que a crença nessas concepções, inclusive na existência de Deus, passa a limitarem-se a fé que se tem nelas. Nesse caso, a religião também passará por esse crivo onde seus aspectos essenciais serão verificados e a sua permanência depende do que de fato é próprio da natureza do homem.