Trabalhadores, sindicatos e lutas por direitos na Bahia no final da Segunda Guerra Mundial

Mundos do Trabalho

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ISSN: 19849222
Editor Chefe: Aldrin A. S. Castellucci
Início Publicação: 31/05/2009
Periodicidade: Anual
Área de Estudo: História

Trabalhadores, sindicatos e lutas por direitos na Bahia no final da Segunda Guerra Mundial

Ano: 2019 | Volume: 11 | Número: Não se aplica
Autores: Edinaldo Antonio Oliveira
Autor Correspondente: Edinaldo Antonio Oliveira | [email protected]

Palavras-chave: trabalhadores, Segunda Guerra, cidadania

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

A conjuntura do final da Segunda Guerra Mundial e o processo de democratização no Brasil redimensionaram as perspectivas de participação política e social da classe trabalhadora, após o impacto da escalada repressora que se abateu sobre suas lideranças e organizações, durante a maior parte do Estado Novo. Foi também um contexto de aproximação entre os trabalhadores, o discurso e os organismos jurídicos e administrativos trabalhistas, sobretudo as Delegacias Regionais do Trabalho (DRTs), a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), a Justiça do Trabalho e a estrutura sindical corporativista. Nesse contexto, comunistas, trabalhistas e outras correntes sindicais tanto atuaram conjuntamente, quanto disputaram posições na organização e nas ações reivindicatórias dos trabalhadores. Este artigo analisa as formas como as lideranças sindicais e setores do operariado baiano recepcionaram os discursos do “esforço de guerra”, do queremismo/trabalhismo e da União Nacional [1], procurando apreender as demandas, expectativas e formas de mobilização de sindicalistas e parcelas da classe trabalhadora baiana na luta por direitos, no contexto da redemocratização.

[1] Linha de ação política preconizada pelo PCB a partir da Conferência da Mantiqueira, realizada em agosto de 1943, que se desdobrou no apoio dos comunistas ao esforço de guerra, na defesa da Constituinte com Getúlio e na adesão ao “queremismo”.



Resumo Inglês:

The conjuncture of the end of World War II and the process of democratization in Brazil reshaped the perspectives of political and social participation of the working class, after the impact of the repressive escalation that fell on their leaders and organizations during most of the Estado Novo. It was also a context of rapprochement between workers, discourse and labor legal and administrative bodies, especially the Regional Labor Precincts (DRTs), the Consolidation of Labor Laws (CLT), the Labor Justice and the corporative union structure. In this context, communists, labor and other trade unions both acted jointly and disputed positions in the workers' organization and claims. This article analyzes the ways in which the trade union leaders and sectors of the Bahian working class welcomed the discourses of the “war effort”, of the labor / laborism and of the “National Union”, trying to apprehend the demands, expectations and forms of mobilization of unionists and portions of Bahian working class in the struggle for rights, in the context of democratization.