Tornar-se mulher: análises a partir de entrevistas jornalísticas

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ISSN: 1807-8583
Editor Chefe: Thais Helena Furtado
Início Publicação: 01/01/1997
Periodicidade: Mensal
Área de Estudo: Comunicação

Tornar-se mulher: análises a partir de entrevistas jornalísticas

Ano: 2026 | Volume: 0 | Número: 58
Autores: Verônica Soares da Costa, Carlos Alberto Carvalho, Rosa Cabecinhas
Autor Correspondente: Carlos Alberto Carvalho | [email protected]

Palavras-chave: mulheres, racismo, ciências, transfobia, jornalismo

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

A célebre assertiva de Simone de Beauvoir, “não se nasce mulher, torna-se mulher”, lida pelas lentes do racismo, da transfobia e dos desafios para as mulheres nas ciências, é reveladora de relações de poder. Este artigo propõe-se analisar, a partir de três entrevistas jornalísticas, como três mulheres refletem sobre os temas acima referidos. Considera-se o jornalismo como importante para a divulgação de temas socialmente impactantes, no entanto, com capacidade limitada de fornecer quadros de inteligibilidade ampliados. As entrevistas foram publicadas em sites informativos de Portugal, com uma mulher portuguesa trans, uma espanhola e uma ganesa, e as análises elucidam como o “ser mulher” está distante de modelos totalizantes.



Resumo Inglês:

Simone de Beauvoir’s famous statement, “One is not born a woman, but rather becomes a woman”, read through the lens of racism, transphobia, and the challenges facing women in science, reveals power relations. This article analyzes, based on three journalistic interviews, how three women reflect on the aforementioned themes. Journalism is considered important for the dissemination of socially impactful topics, but with limited capacity to provide broader frameworks of intelligibility. The interviews were published on news websites in Portugal, with a Portuguese trans woman, a Spanish woman, and a Ghanaian woman, and the analysis elucidates how “being a woman” is distant from totalizing models.