Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo como mecanismo de regulamentação da punição

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ISSN: 2238-0426
Editor Chefe: Francisco Horacio da Silva Frota
Início Publicação: 02/05/2011
Periodicidade: Semestral
Área de Estudo: Ciências Humanas, Área de Estudo: Ciência política

Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo como mecanismo de regulamentação da punição

Ano: 2021 | Volume: 11 | Número: 27
Autores: R.B.Peixoto
Autor Correspondente: R.B.Peixoto | [email protected]

Palavras-chave: medidas socieoducativas, centros de socioeducação, políticas públicas, privação de liberdade, adolescentes

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

Este artigo apresenta uma reflexão sobre o fundamento e práticas no contexto do Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (Sinase), que demonstra como as ações no cotidiano dos centros socioeducativos refletem o controle social, regulamentando um processo de punição, incluindo óbitos de jovens durante o cumprimento da medida socioeducativa de internação, reafirmando uma cultura punitiva das unidades de internação para adolescentes como instituições totais. A segunda parte do texto analisa a intencionalidade oculta da privação de liberdade de adolescentes: o mito da socioeducação, no qual, mesmo com iniciativas pedagógicas e ações de formação, as práticas reforçam uma lógica sistêmica voltada aos interesses do capital, reforçando a estigmatização dos jovens e a segregação social.



Resumo Inglês:

This article presents a reflection on the rationale and practices in the context of the Brazilian National System of Socio-Educational Services (Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo [SINASE]), which demonstrates how daily actions in socio-educational centers reflect social control, regulating a punishment process, including youth deaths while serving as inmates in socio-educational facilities, reaffirming a punitive culture of youth detention facilities as total institutions. The second part of the text analyzes the hidden intentionality of youth deprivation of liberty: the myth of socio-education, in which, even with pedagogical initiatives and educational actions, the practices reinforce a systemic logic focused on the interests of capital, reinforcing youth stigmatization and social segregation



Resumo Espanhol:

Este artículo presenta una reflexión sobre los fundamentos y las prácticas en el contexto del Sistema Nacional Brasileño de Servicios Socioeducativos (Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo [SINASE]), que demuestra cómo las acciones cotidianas en los centros socioeducativos reflejan el control social, regulando un proceso de castigo, incluyendo muertes de jóvenes durante el cumplimiento de la medida socioeducativa en una institución, reafirmando una cultura punitiva de los centros de detención para adolescentes como instituciones totales. La segunda parte del texto analiza la intencionalidad oculta de la privación de libertad de adolescentes: el mito de la socioeducación, en el que, incluso con iniciativas pedagógicas y acciones formativas, las prácticas refuerzan una lógica sistémica centrada en los intereses del capital, reforzando la estigmatización de jóvenes y la segregación social



Resumo Francês:

Cet article présente une réflexion sur le fondement et les pratiques dans le contexte du Système National Brésilien de Services Socio-Educatifs (Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo [SINASE]), qui montre comment les actions quotidiennes des centres socio-éducatifs reflètent le contrôle social, régulant un processus de punition, y compris la mort de jeunes alors qu’ils étaient détenus dans des établissements socio-éducatifs, réaffirmant une culture punitive des unités de détention pour adolescents en tant qu’institutions totales. La deuxième partie du texte analyse l’intentionnalité cachée de la privation de liberté des adolescents: le mythe de la socio-éducation, dans lequel, même avec des initiatives pédagogiques et des actions de formation, les pratiques renforcent une logique systémique centrée sur les intérêts du capital, renforçant la stigmatisation des jeunes et la ségrégation sociale.