Ritualidad (neo)ancestral y comunicación biopoética: propuesta epistémica desde el trabajo de campo

Revista Culturas Midiáticas

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ISSN: 1983-5930
Editor Chefe: Dra. Isabella Chianca Bessa Ribeiro do Valle
Início Publicação: 12/08/2008
Periodicidade: Semestral
Área de Estudo: Ciência da informação, Área de Estudo: Comunicação, Área de Estudo: Artes

Ritualidad (neo)ancestral y comunicación biopoética: propuesta epistémica desde el trabajo de campo

Ano: 2025 | Volume: 24 | Número: Não se aplica
Autores: MERCADO MILLÁN, Danilo, COELHO, Lilian Reichert
Autor Correspondente: MERCADO MILLÁN, Danilo | [email protected]

Palavras-chave: comunicação e relato, resistência e re-existência, ritual ancestral, saúde e cura, xamanismo e neo-xamanismo

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

A ritualidade (neo)ancestral é um fenômeno dinâmico e heterogêneo, enraizado nas práticas xamânicas tradicionais e re-produzido em contextos de expansão global. Baseado num estudo etnográfico multisituado, sensorial e narrativo na Colômbia e no Brasil, propomos um percurso epistêmico que dinamiza os interstícios entre teoria, práxis e criação, ao mesmo tempo que recupera o valor da comunicação como uma ação comum que gera tecido social, do qual o pesquisador participa. Nossa tesse é que os rituais são cenários de abertura para outros mundos, gerando uma produção de sentido com suporte na estrutura poética do relato. A comunicação biopoética emerge aí como uma práxis criativa que ressignifica a vida em chave de re-existência, desafiando o senso comum capitalista a partir de práticas de cuidado coletivo.Ao conectar o sagrado e o transcendente com o simbólico e o festivo, a ritualidade é um campo fértil para restauraro significado da vida além do utilitarismo. O estudo dialoga com a episteme comunicacional latino-americana e com teorias sobre xamanismo, a autopoiese e o giro ontológico na antropologia, desde uma proposta que é reconfigurada no trabalho de campo.



Resumo Inglês:

(Neo)ancestral rituality is a dynamic and heterogeneous phenomenon, rooted in traditional shamanic practices and re-produced in global expansion contexts. Based on a multi-situated, sensorial and narrative ethnographic study in Colombia and Brazil, we propose an epistemic route that dynamizes the interstices between theory, praxis and creation, while recovering the communication’s value as a common action that generates social tissue, where the researcher participates. Our thesis is the rituals are scenarios of openness towards other worlds, generating a production of meaning based on the poetic structure of the storytelling. Biopoetic communication emerges there as a creative praxis that re-signifies life in the key of re-existence, challenging the capitalist common sense from collective care practices. By connecting the sacred and transcendent with the symbolic and festive, rituality is a fertile field to restore the meaning of life beyond utilitarianism. The study dialogues with the Latin American communicational episteme and theories on shamanism, autopoiesis and the ontological turn in anthropology, from a proposal that is reconfigured in the fieldwork.



Resumo Espanhol:

La ritualidad (neo)ancestral es un fenómeno dinámico y heterogéneo, enraizado en prácticas chamánicas tradicionales y re-producido en contextos de expansión global. A partir de un estudio etnográfico multisituado, sensorial y narrativo en Colombia y Brasil, proponemos una ruta epistémica que dinamiza los intersticios entre teoría, praxis y creación,al tiempo que recupera el valor de la comunicación como acción común que genera tejido social, donde participa el investigador. Planteamos la tesis de que los rituales son escenarios de apertura hacia otros mundos, generando una producción de sentido sustentada en la estructura poética del relato. La comunicación biopoética emerge allí como praxis creativa que resignifica la vida en clave de re-existencia, desafiando el sentido común capitalista desde prácticas de cuidado colectivo. Al conectar lo sagrado y trascendente con lo simbólico y festivo, la ritualidad es un campo fértilpara restituir el sentido de la vida más allá del utilitarismo. El estudio dialoga con la episteme comunicacional latinoamericana y teorías sobre el chamanismo, la autopoiesis y el giro ontológico en la antropología, desde una propuesta que se reconfigura en el trabajo de campo.