REPRESENTAÇÕES DO ESPAÇO E FRANJAS PIONEIRAS PAULISTAS: UMA REFLEXÃO SOBRE O SILÊNCIO CARTOGRÁFICO

Revista Tamoios

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ISSN: 1980-4490
Editor Chefe: Eduardo Karol
Início Publicação: 31/05/2005
Periodicidade: Semestral
Área de Estudo: Ciências Humanas, Área de Estudo: Geografia

REPRESENTAÇÕES DO ESPAÇO E FRANJAS PIONEIRAS PAULISTAS: UMA REFLEXÃO SOBRE O SILÊNCIO CARTOGRÁFICO

Ano: 2016 | Volume: 12 | Número: 2
Autores: G.C. Rodrigues
Autor Correspondente: G.C. Rodrigues | [email protected]

Palavras-chave: Franjas Pioneiras; Estado de São Paulo; Silêncio Cartográfico

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

O presente trabalho aborda o mapeamento efetuado no período da expansão das Franjas Pioneiras no Estado de São Paulo. Partimos do pressuposto de Henri Lefebvre, que traz reflexões importantes do espaço, considerando-o como produto social, guardando inúmeras multiplicidades, portanto, resultado dum processo entrelaçado: de prática espacial, sendo a produção e a reprodução das relações sociais; de representações do espaço, atreladas ao modo de produção, que amarram as relações sociais, impondo uma ordem a estas e os espaços de representação, manifestados por meio dos símbolos das imagens e das significações próprias dadas ao contexto social. Assim, procuramos trazer para discussão a ocupação das Frentes Pioneiras concebendo-as como um conjunto de práticas espaciais, movidas pela internacionalização da economia capitalista, que almejava novos espaços para acumulação, dessa maneira, resultado de um movimento de objetivação prática sócio-espacial, caracterizadas pela derrubada de matas, implantações de ferrovias, espoliação exacerbada da renda da terra, transformando-se num espaço de representação conforme Léfèbvre, já que essas áreas se subordinavam ao grande capital internacional. Dentro desse contexto, propomos como discussão a relação dessas áreas consideradas pioneiras com seu processo de mapeamento. Adentrando no fato dos mapas como uma manifestação de poder, não só político como também econômico, gerando concepção espacial.



Resumo Inglês:

This work addresses the mapping that was done during the expansion of Pioneer Fronts in São Paulo State, between the decades of 30 and 40. We start from Henry Lefebvre’s assumption that brings important reflections about space, considering it as a social product, and keeping its many multiplicities, therefore, the result of an interlaced process of: spatial practice, as the production and reproduction of social relations; representations of space, linked to production mode, which ties social relations by imposing them an order and the representation of space, manifested through symbols, images, and own meanings given to social context. Thus, we seek to bring into discussion the occupation of Pioneer Fronts, conceiving them as a set of spatial practices, driven by the internationalization of the capitalist economy, which aimed new spaces of accumulation, this way, the result of objectification movement of socio-spatial practice, featured by cutting down forests, railways implementation, exacerbated dispossession of land income, becoming a space of representation as LEFEBVRE, since these areas were subordinated to huge international capital. In this context, it is proposed to be discussed the relationship between these areas considered as pioneers with their mapping process. Talking about the fact of maps as a demonstration of power, not only political but also economic, it generates spatial concept.