A frequência cardíaca (FC) e a percepção subjetiva de esforço (PSE) são amplamente utilizadas para monitorar a intensidade do exercício. A PSE é uma ferramenta prática e acessível, especialmente relevante para a autorregulação do esforço em programas voltados a idosos. O objetivo deste estudo foi investigar a relação entre FC e PSE durante uma sessão de treinamento em circuito (TC) em idosos ativos. Trata-se de um estudo observacional, analítico, de delineamento transversal, com 30 idosos (7 homens e 23 mulheres; X̅ = 63,6 ± 2,0 anos). Os participantes realizaram uma sessão de TC com duração de 45 minutos. A FC foi mensurada com oxímetro digital e a PSE pela Escala OMNI, com registros realizados em repouso, aos 15, 30 minutos e ao final da sessão. Os dados foram analisados por meio da correlação de Pearson e do teste t de Student para amostras independentes, com nível de significância de 5%. Observou-se um aumento progressivo tanto da FC quanto da PSE. Ao final do treinamento, a frequência cardíaca foi de X̅ = 112 ± 20,1 bpm para os homens e X̅ = 108,4 ± 21,0 bpm para as mulheres, enquanto a percepção subjetiva de esforço foi de X̅ = 5,6 ± 2,6 para os homens e X̅ = 5,5 ± 2,7 para as mulheres, sem diferenças estatisticamente significativas entre os sexos (p > 0,05). A correlação entre as variáveis tornou-se forte e significativa a partir dos 30 minutos (r = 0,62; p = 0,0002) e ao final da sessão (r = 0,62; p = 0,0003). A PSE mostrou-se uma ferramenta válida para o monitoramento da intensidade do TC em idosos, apresentando correlação consistente com a FC nas etapas finais da sessão. Seu uso, combinado com a FC, pode contribuir para uma prescrição de exercícios mais segura e individualizada para essa população.
Heart rate (HR) and rating of perceived exertion (RPE) are widely used to monitor exercise intensity. RPE is a practical and accessible tool, especially relevant for self-regulation of effort in programs aimed at older adults. The objective of this study was to investigate the relationship between HR and RPE during a circuit training (CT) session in active older adults. This is an observational, analytical, cross-sectional study involving 30 older adults (7 men and 23 women; mean age = 63.6 ± 2.0 years). Participants performed a 45-minute CT session. HR was measured using a digital oximeter and RPE using the OMNI Scale, with recordings taken at rest, at 15 and 30 minutes, and at the end of the session. Data were analyzed using Pearson’s correlation and the independent samples Student’s t-test, with a significance level of 5%. A progressive increase in both HR and RPE was observed. At the end of training, HR was 112 ± 20.1 bpm for men and 108.4 ± 21.0 bpm for women, while RPE was 5.6 ± 2.6 for men and 5.5 ± 2.7 for women, with no statistically significant differences between sexes (p > 0.05). The correlation between variables became strong and significant from 30 minutes onward (r = 0.62; p = 0.0002) and at the end of the session (r = 0.62; p = 0.0003). RPE proved to be a valid tool for monitoring CT intensity in older adults, showing a consistent correlation with HR in the final stages of the session. Its use, combined with HR, may contribute to safer and more individualized exercise prescription for this population.
La frecuencia cardíaca (FC) y la percepción subjetiva del esfuerzo (PSE) se utilizan ampliamente para monitorizar la intensidad del ejercicio. La PSE es una herramienta práctica y accesible, especialmente relevante para la autorregulación del esfuerzo en programas dirigidos a personas mayores. El objetivo de este estudio fue investigar la relación entre la FC y la PSE durante una sesión de entrenamiento en circuito (EC) en adultos mayores activos. Se trata de un estudio observacional, analítico y de diseño transversal, con 30 adultos mayores (7 hombres y 23 mujeres; edad media = 63,6 ± 2,0 años). Los participantes realizaron una sesión de EC con una duración de 45 minutos. La FC se midió mediante un oxímetro digital y la PSE mediante la Escala OMNI, con registros realizados en reposo, a los 15 y 30 minutos, y al final de la sesión. Los datos se analizaron mediante la correlación de Pearson y la prueba t de Student para muestras independientes, con un nivel de significación del 5%. Se observó un aumento progresivo tanto de la FC como de la PSE. Al final del entrenamiento, la frecuencia cardíaca fue de 112 ± 20,1 lpm para los hombres y de 108,4 ± 21,0 lpm para las mujeres, mientras que la percepción subjetiva del esfuerzo fue de 5,6 ± 2,6 para los hombres y de 5,5 ± 2,7 para las mujeres, sin diferencias estadísticamente significativas entre sexos (p > 0,05). La correlación entre las variables se volvió fuerte y significativa a partir de los 30 minutos (r = 0,62; p = 0,0002) y al final de la sesión (r = 0,62; p = 0,0003). La PSE demostró ser una herramienta válida para el monitoreo de la intensidad del EC en adultos mayores, presentando una correlación consistente con la FC en las etapas finales de la sesión. Su uso, combinado con la FC, puede contribuir a una prescripción de ejercicio más segura e individualizada para esta población.