PERFIL SOCIOECONÔMICO DOS MARISQUEIROS E CONDIÇÕES HIGIÊNICAS ADOTADAS NA CADEIA PRODUTIVA DE OSTRA (MOLLUSCA, BIVALVIA)

Arquivos de Ciências Veterinárias e Zoologia da UNIPAR

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ISSN: 1982-1131
Editor Chefe: Luciana Kazue Otutumi
Início Publicação: 31/07/1998
Periodicidade: Trimestral
Área de Estudo: Ciências Agrárias

PERFIL SOCIOECONÔMICO DOS MARISQUEIROS E CONDIÇÕES HIGIÊNICAS ADOTADAS NA CADEIA PRODUTIVA DE OSTRA (MOLLUSCA, BIVALVIA)

Ano: 2016 | Volume: 19 | Número: 4
Autores: RIBEIRO, E. B.; BASTOS, L. da S.; ALMEIDA, Z. da S. de.; CARVALHO NETA, R. N. F.; COSTA, F. N.
Autor Correspondente: RIBEIRO, E. B. | [email protected]

Palavras-chave: Atividade extrativista, Boas práticas, Moluscos bivalves, Segurança alimentar, Actividad extractiva, Buenas prácticas, Moluscos bivalvos, Seguridad alimentaria, Bivalve mollusk, Extraction activity, Food safety, Good practice

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

O consumo de ostras na forma in natura exige muito cuidado e práticas higiênicas e sanitárias corretas pelos marisqueiros e demais manipuladores desse alimento durante o processo de beneficiamento à comercialização, para que não haja contaminação por microrganismos patogênicos e deteriorantes. O presente estudo teve como objetivo avaliar o perfil socioeconômico de marisqueiros e as condições higiênicas e sanitárias praticadas na cadeia produtiva de ostras do gênero Crassostrea desde a extração até a comercialização. No período de janeiro a abril de 2014, por meio da técnica de amostragem “Bola de Neve” foram selecionados 40 marisqueiros na Ilha de São Luís - MA, os quais foram entrevistados utilizando-se questionário semiestruturado. De acordo com os resultados, a maioria dos marisqueiros, possui ensino fundamental incompleto, faixa etária entre 21 e 30 anos e encontram-se em união estável ou casados. Parte das ostras são extraídas em bancos naturais na área de estudo, enquanto outra parte é proveniente de atravessadores oriundos de outros municípios maranhenses.Após a aquisição, pode demorar até três dias para serem comercializadas. Concluiu-se que as condições higiênicos sanitárias adotadas na atividade de extração de ostras até a comercialização são insatisfatórias, indicando falta de boas práticas em todas as etapas ao longo do processo de produção, o que pode representar riscos à saúde da população apreciadora do consumo in natura desse bivalve. Além disso, indica a necessidade de fiscalização dessa atividade, já que os organismos são transportados de forma inadequada e passam muito tempo até chegar ao consumidor final.



Resumo Inglês:

Consumption of fresh oysters requires very careful and correct hygienic and sanitary practices by shellfish collectors and other food handlers during the handling process to marketing, in order to avoid contamination by pathogenic microorganisms or deterioration. This study aimed to evaluate the socio-economic profile of shellfish collectors and the hygienic conditions applied in the production chain of Crassostrea oysters from extraction to marketing. In the period from January to April 2014, through a snowball sampling technique, a total of 40 shellfish collector were selected in Ilha de São Luís – MA. These collectors were interviewed using a semi-structured questionnaire. According to the results, most shellfish collector had not completed elementary school, aged between 21 and 30 years and married or co-habiting. Part of the oysters is extracted from natural stocks in the study area, while other oysters come from middlemen who bring them from other cities in Maranhão. After acquisition, they can take up to three days to be marketed. Therefore, it was concluded that although it is an important source of income, hygienic and sanitary conditions adopted in the oyster extraction activity are unsatisfactory, indicating a lack of good practices throughout the production process, which can pose risks to the population who consume this bivalve fresh. It also shows the need for supervision of the activity, since the organisms are improperly transported, spending much time until reaching the end consumer.



Resumo Espanhol:

El consumo de ostras en la forma fresca, in natura, requiere gran cuidado y prácticas higiénicas sanitarias correctas por los marisqueros y otros manipuladores de ese alimento durante el proceso de beneficiación a la comercialización, para que no haya contaminación por microorganismos patógenos y de deterioración. Este estudio tuvo como objetivo evaluar el perfil socioeconómico de marisqueros y las condiciones higiénicas sanitarias practicadas en la cadena productiva de ostras del género Crassostrea, desde la extracción hasta la comercialización. En el período de enero a abril de 2014, a través de la técnica de muestreo “Bola de Nieve” se seleccionaron 40 marisqueros en la Isla de São Luís - MA, que fueron entrevistados mediante cuestionario semiestructurado. De acuerdo con los resultados, la mayoría de los marisqueros tiene enseñanza primaria incompleta, con edades comprendidas entre 21 y 30 años y se encuentran en unión estable o casados. Parte de las ostras son extraídas en bancos naturales en el área del estudio, mientras otra parte proviene de los intermediarios de otros municipios de Maranhão. Después de la adquisición, puede tardar hasta tres días para que sean comercializadas. Se concluye que las condiciones higiénicas sanitarias adoptadas en la actividad de extracción de ostras hasta la comercialización son insatisfactorias, indicando falta de buenas prácticas en todo el proceso de producción, lo que puede plantear riesgos a la salud de la población aficionada al consumo in natura de ese bivalvo. Además, indica la necesidad de supervisar esta actividad, ya que los organismos son transportados inadecuadamente y pasan mucho tiempo para llegar al consumidor final.