O artigo analisa o legado teológico do Papa Francisco e sua contribuição para a aproximação entre a Igreja Católica e o movimento pentecostal. Parte-se do diagnóstico de barreiras históricas – proselitismo e indiferença institucional – que consolidaram uma relação concorrencial. O objetivo é investigar como a “Cultura do Encontro” e a categoria de “pentecostalidade” oferecem chaves de leitura para a unidade cristã. Sustenta-se a hipótese de que o pontificado de Francisco promoveu uma “virada profética”, reorientando o ecumenismo da dogmática formal para um ecumenismo espiritual, no qual a experiência do Batismo no Espírito Santo pode funcionar como fundamento compartilhado de comunhão. Metodologicamente, realiza-se pesquisa qualitativa bibliográfico-documental, articulando o magistério recente a iniciativas contemporâneas de unidade. Conclui-se que a unidade se compreende como processo de “caminhar juntos” em que fraternidade e amizade social precedem e sustentam o diálogo teológico.
The article examines Pope Francis’s theological legacy and his contribution to bringing the Catholic Church and the Pentecostal movement closer together. It starts from a diagnosis of historical barriers—proselytism and institutional indifference—that have consolidated a competitive relationship. The objective is to investigate how the “Culture of Encounter” and the category of “Pentecostality” offer keys to understanding Christian unity. It supports the hypothesis that Francis’ pontificate promoted a “prophetic shift,” reorienting ecumenism from formal dogmatics to spiritual ecumenism, in which the experience of Baptism in the Holy Spirit can function as a shared foundation for communion. Methodologically, qualitative bibliographic-documentary research is carried out, articulating recent magisterium with contemporary initiatives for unity. It is concluded that unity is understood as a process of “walking together” in which fraternity and social friendship precede and sustain theological dialogue.