Panorama epidemiológico da esquistossomose mansônica no estado de Rondônia, Amazônia Ocidental, de 2001 a 2006

Revista de Epidemiologia e Controle de Infecção

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ISSN: 2238-3360
Editor Chefe: Lia Gonçalves Possuelo
Início Publicação: 30/11/2011
Periodicidade: Trimestral
Área de Estudo: Ciências da Saúde, Área de Estudo: Medicina, Área de Estudo: Saúde coletiva

Panorama epidemiológico da esquistossomose mansônica no estado de Rondônia, Amazônia Ocidental, de 2001 a 2006

Ano: 2013 | Volume: 3 | Número: 3
Autores: Anderson Paulo Filgueiras de Normandes, Renato André Zan, Dionatas Ulises de Oliveira Meneguetti
Autor Correspondente: Dionatas Ulises de Oliveira Meneguetti | [email protected]

Palavras-chave: Epidemiologia, esquistossomose, prevalência

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

Na América Latina, especialmente no Brasil, onde está localizado o estado de Rondônia, foi encontrada uma alta incidência de esquistossomose. Com base nessas informações, é fundamental a implantação de medidas epidemiológicas para o controle e profilaxia da mesma. A partir desta perspectiva o presente estudo teve como objetivo avaliar o panorama epidemiológico da esquistossomose mansônica em Rondônia de 2001 a 2006, por se tratrarem dos únicos anos a terem dados disponíveis no Ministério da Saúde. Os dados foram obtidos a partir do Departamento do Sistema Único de Saúde (DATASUS), pelo Programa de Controle da Esquistossomose (PCE), e com base nos mesmos foram relatados a prevalência, incidência, sazonalidade e sua distribução por idade e sexo. Os resultados demonstram a possibilidade da presença de quatro espécies de hospedeiros em Rondônia: Biomphalaria amazonica, Biomphalaria occidentalis, Biomphalaria peregrina e Biomphalaria cousini, ambas com potecial de infecção pelo Schistosoma mansoni. Verificou-se que de 2001 a 2006 foram relatados 1.356 casos positivos com uma maior incidência em 2004. A prevalência foi maior nos municípios de Ji-Paraná e Ouro Preto do Oeste, com uma média respectivamente de 51,3 e 40,2 casos por ano. Verificou-se que a maior média de sazonalidade foi observada no mês de janeiro, com média de 35,7 casos, a faixa etária mais acometida foi de 20-59 anos de idade, acometendo principalmente o sexo masculino. Acredita-se que a maior parte dos casos ocorrentes no estado são de pessoas que vieram de regiões endêmicas, o problema é que já foram confirmadas a presença de alguns hospedeiros com potencial de infecção na região, ficando um alerta para toda a população e as autoridades em saúde.