A inclusão escolar é um dos maiores desafios contemporâneos da educação brasileira, especialmente diante da necessidade de garantir o direito à aprendizagem e à participação de todos os estudantes, independentemente de suas condições físicas, cognitivas, sensoriais ou socioemocionais. Desde a Declaração de Salamanca, em 1994, e a promulgação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB, Lei nº 9.394/1996), o debate sobre inclusão passou a ganhar força no país, sendo reafirmado pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que propõe uma educação voltada à equidade e ao respeito à diversidade (Brasil, 2018). Contudo, embora os avanços legais representem conquistas significativas, a prática escolar ainda enfrenta entraves estruturais e pedagógicos, como a falta de recursos materiais, a insuficiência de formação docente e a resistência cultural de alguns setores educacionais (Mantoan, 2015). Além disso, os preconceitos e as barreiras atitudinais presentes no cotidiano escolar continuam dificultando o pleno desenvolvimento de alunos público-alvo da educação especial, tornando a inclusão um desafio que ultrapassa a dimensão normativa e exige mudanças profundas nas práticas pedagógicas (Glat; Pletsch, 2011). Nesse cenário, a escola é chamada a se reinventar como espaço democrático e inclusivo, adotando metodologias que favoreçam a aprendizagem colaborativa e respeitem os diferentes ritmos e estilos de aprendizagem (Vygotsky, 2007). O presente artigo tem como objetivo analisar os principais desafios da inclusão escolar no Brasil, discutindo seus avanços, limitações e perspectivas a partir de uma revisão bibliográfica. A relevância do estudo reside na necessidade de fomentar reflexões que auxiliem gestores, professores e comunidade escolar na construção de práticas efetivamente inclusivas, que contribuam para a formação integral e cidadã de todos os estudantes.