O provincianismo temporal e seus opositores: de T.S. Eliot a Antônio Cícero

Revista De Humanidades

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ISSN: 1414042X
Editor Chefe: Aíla Maria Leite Sampaio
Início Publicação: 29/02/1984
Periodicidade: Semestral
Área de Estudo: Sociologia

O provincianismo temporal e seus opositores: de T.S. Eliot a Antônio Cícero

Ano: 2014 | Volume: 1 | Número: 29
Autores: Alexander R. Luz
Autor Correspondente: Alexander R. Luz | [email protected]

Palavras-chave: Provincianismo temporal. Cânone Contemporâneo. Antônio Cícero. Eliot.

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

Durante séculos, o antigo, o tradicional, foi visto como superior ao novo na literatura. A
popularidade da imitação de modelos antigos foi se enfraquecendo gradativamente,
principalmente a partir do romantismo. No século XX, o novo passou a ser hegemônico,
e tudo relacionado ao passado passou a ser frequentemente associado ao que é inferior. O
contemporâneo é considerado como sendo cada vez mais autossuficiente. T. S. Eliot batizou
essa tendência de “provincianismo temporal”, termo esse, que é retomado no século XXI pelo
filósofo e escritor brasileiro Antônio Cícero. Eliot e Cícero testemunham, respectivamente,
dois momentos históricos em que a supervalorização do presente agravou-se: o modernismo e
a era da informação. Em resposta a essa crise, ambos os autores, propõem a conciliação entre
a tradição e o novo, entre o passado e o presente. Nesse contexto, o ensino de literatura não contemporânea tem a função crucial de colaborar com a construção de pontes que nos ajudem
a não permanecer ilhados no presente.



Resumo Inglês:

For centuries, the old, the traditional, were seen as superior to what is new in literature.
The popularity of the imitation of ancient models weakened gradually, especially from
romanticism onwards. In the 20th century, the new became hegemonic, and everything related
to the past became frequently associated with inferiority. The contemporary is increasingly
considered to be self-sustaining. T.S. Eliot named this trend “temporal provincialism”, an
expression which was recovered in the 21st century by the writer and philosopher Antônio
Cícero. Both Eliot and Cícero witnessed historical moments of decline in the overvaluation
of the present: modernism and the information age. In response to this crisis, both authors
propose the reconciliation between tradition and novelty, past and present. In this context,
the teaching of non-contemporary literature has the crucial function of cooperating with the
construction of bridges to keep us from being isolated in the present.