O presente artigo analisa a relevância da participação da família no desenvolvimento pedagógico e cognitivo da criança na Educação Infantil, primeira etapa da Educação Básica. Fundamentando-se na Teoria Bioecológica do Desenvolvimento Humano, de Urie Bronfenbrenner, na abordagem socio-histórica de Lev Vygotsky e nos aportes da epistemologia genética de Jean Piaget, a pesquisa investiga como a relação entre a instituição escolar e o núcleo familiar impacta a aprendizagem, a socialização, a autorregulação emocional e a construção da subjetividade infantil. Articula-se a análise com as diretrizes normativas da Constituição Federal de 1988, da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB nº 9.394/1996) e da Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Discutem-se as transformações nas configurações familiares contemporâneas, os desafios da comunicação entre docentes e responsáveis e os riscos tanto da omissão quanto da superproteção familiar. Conclui-se que a construção de uma parceria efetiva, baseada no respeito mútuo, na escuta sensível e no alinhamento de expectativas pedagógicas, é condição indispensável para assegurar os direitos de aprendizagem e a formação integral da criança pequena.