Judaísmo pós-destruição do segundo Templo, tem sido frequentemente associado à introdução da Birkat ha-Minim “Bênção sobre os hereges” como um mecanismo que visou excluir cristãos das sinagogas. Pesquisas recentes questionam essa narrativa. Embora alguns estudiosos defendam que a bênção representou uma medida deliberada contra os seguidores de Jesus, outros acadêmicos contemporâneos argumentam que o termo “minim” tinha um significado muito mais amplo. Já no que diz respeito à separação entre judaísmo e cristianismo, foi um processo complexo, influenciado por vários fatores teológicos e políticos, como as revoltas judaicas e as construções identitárias mútuas. Algumas referências no evangelho de João sobre a exclusão das sinagogas refletem tensões locais, não uma política universal. A ruptura definitiva foi consolidada muito depois do período de Jâmnia. Portanto, embora esse concílio tenha sido importante na reorganização do judaísmo rabínico, a ideia de que ele decretou uma “expulsão”1 formal dos cristãos carece de fundamentação histórica sólida.