O CONCEITO DO BELO EM AGOSTINHO DE HIPONA

Basilíade

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ISSN: 2596-092X
Editor Chefe: Irineu Letenski
Início Publicação: 27/01/2019
Periodicidade: Semestral
Área de Estudo: Filosofia

O CONCEITO DO BELO EM AGOSTINHO DE HIPONA

Ano: 2019 | Volume: 1 | Número: 1
Autores: R. M. de Almeida
Autor Correspondente: R. M. de Almeida | [email protected]

Palavras-chave: Agostinho de Hipona, Platão, Unidade, Belo, Participação

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

Estas reflexões têm como principal objetivo mostrar como a concepção do belo em Agostinho de Hipona é tributária da tradição platônico-aristotélica e das Escrituras. No que tange à primeira influência, a ênfase é colocada nas noções de simetria, de proporção, de forma, de unidade e, portanto, de belo. No que diz respeito às Escrituras, Agostinho considera em primeiro lugar o papel da criação e a ação de Deus no universo como o Ser a partir do qual todas as coisas se mantêm harmônica e proporcionalmente vinculadas entre si. Neste universo, ao pôr o acento sobre o homem como a imagem e semelhança de Deus, o teólogo explora igualmente o conceito de participação, que também remete a Platão e às Escrituras. O texto termina apontando para o paradoxo, tipicamente estoico, do apesar de, isto é, apesar do mal, existe o bem, apesar do feio e do desgracioso, existe o belo.



Resumo Inglês:

These reflections aim at showing how de concept of beauty in Augustine of Hippo is influenced by the Platonic-Aristotelian tradition as well as by the Scriptures. Regarding the former, the emphasis is placed upon the notions of symmetry, proportion, form, unity and, therefore, beauty. Concerning the Scriptures, Augustine considers first of all the role of creation and the action of God in the universe as the Being out of which everything is mutually connected in proportion and unity. In such a universe, as Augustine underscores the role of man as the image and resemblance of God, he explores as well the concept of participation, which also goes back to Plato and to the Scriptures. This text ends pointing out to the typically Stoic paradox of in spite of. Thus, in spite of evil, there is good, in spite of ugliness and disgracefulness, there is beauty.