O brincar, além de essencial ao desenvolvimento humano, constitui-se como prática cultural que atravessa gerações, preservando tradições e incorporando inovações. Este artigo analisa o brincar intergeracional, destacando como brincadeiras antigas e atuais se encontram na formação cultural e social. Fundamentado em autores como Piaget, Vygotsky, Winnicott e Kishimoto, o estudo evidencia que as brincadeiras funcionam como linguagem, meio de aprendizagem e espaço de socialização. Ao reunir diferentes gerações, o brincar fortalece vínculos afetivos, promove a transmissão de saberes e ressignifica práticas culturais, trazendo benefícios cognitivos, emocionais e sociais. Contudo, enfrenta desafios como o tempo excessivo diante das telas, a falta de espaços de convivência e a ausência de políticas públicas. Conclui-se que o brincar intergeracional é uma prática educativa, social e cultural que integra tradição e inovação, contribuindo para a preservação da memória cultural e para a construção de uma sociedade mais inclusiva.