NOTAS SOBRE A LIBERDADE DA VONTADE EM AGOSTINHO E ANSELMO

Basilíade

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ISSN: 2596-092X
Editor Chefe: Irineu Letenski
Início Publicação: 27/01/2019
Periodicidade: Semestral
Área de Estudo: Filosofia

NOTAS SOBRE A LIBERDADE DA VONTADE EM AGOSTINHO E ANSELMO

Ano: 2019 | Volume: 1 | Número: 1
Autores: Paulo Martines
Autor Correspondente: P. Martines | [email protected]

Palavras-chave: Vontade, Liberdade, Livre-arbítrio, Ética, Mal

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

A noção de que a vontade é um bem dado à criatura racional está presente tanto na reflexão de Agostinho como naquela de Anselmo, quando ambos abordam o tema do livre-arbítrio. No entanto, a forma de considerar a vontade difere em cada um deles: para Anselmo, a liberdade será pensada como a reta determinação da vontade para o bem, é o poder de não pecar, expressão da retidão da vontade; já para Agostinho, a vontade livre será pensada como um bem intermediário, que pode aderir ao bem supremo ou afastar-se dele e converter-se para um bem que lhe é próprio, exterior ou inferior. O objetivo deste artigo é apresentar algumas notas de leitura sobre (1) a liberdade da vontade em Agostinho e (2) sobre a definição de liberdade em Anselmo.



Resumo Inglês:

The notion that the will is a good given to the rational creature is present in Augustine's as well as in Anselm’s reflection when both approach the subject of free will. However, they differ on how to consider the will: for Anselm, freedom is thought of as the right determination of the will for good, it is the Power of not sinning, expression of the straightness of the will; for Augustine, free Will is understood as an intermediary good, which can adhere to the supreme good or withdraw from it and convert to a good that is its own, external or inferior. The aim of this article is to present some reading notes on (1) the freedom of the will in Augustine and (2) on the definition of freedom in Anselm.