NÍVEIS DE CORTISOL SALIVAR E SUA CORRELAÇÃO COM XEROSTOMIA, FLUXO SALIVAR E CÁRIES DENTÁRIAS

Arquivos de Ciências da Saúde da Unipar

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ISSN: 1982-114X
Editor Chefe: Dr. Gilberto Alves
Início Publicação: 31/01/1997
Periodicidade: Quadrimestral
Área de Estudo: Ciências da Saúde

NÍVEIS DE CORTISOL SALIVAR E SUA CORRELAÇÃO COM XEROSTOMIA, FLUXO SALIVAR E CÁRIES DENTÁRIAS

Ano: 2026 | Volume: 30 | Número: 3
Autores: Alessandra Arthuso Alves, Maiara Campos Linhares Sampaio, Arthur Maciel Araújo, Martha Alcantara Salim Venancio, Elizabeth Pimentel Rosetti
Autor Correspondente: Alessandra Arthuso Alves | [email protected]

Palavras-chave: Cárie Dental, Cortisol, Estresse Ocupacional, Saliva, Saúde do Trabalhador, Xerostomia, Cortisol, Dental Caries, Occupational Stress, Saliva, Worker Health, Xerostomia, Caries Dental, Cortisol, Estrés Ocupacional, Saliva, Salud del Trabajador, Xerostomía

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

O estresse ocupacional é uma das causas de doenças entre profissionais de enfermagem. Este estudo tem como objetivo investigar os níveis de cortisol salivar em equipe de enfermagem e correlacionar com condições clínicas bucais. Este é um estudo epidemiológico analítico transversal realizado com 46 profissionais de enfermagem. Foi realizada a coleta de cortisol salivar e as análises foram conduzidas por cromatografia líquida e espectrometria. O fluxo salivar não estimulado foi coletado por sialometria e a xerostomia foi avaliada por meio de um questionário. A avaliação de cáries dentárias foi pelo índice CPO-D. Em nossa amostra, 54,35% apresentaram níveis normais de cortisol e 45,65% apresentaram níveis baixos de cortisol. A xerostomia estava presente em quase todos os participantes (93,48%), e 82,61% tinham fluxo salivar normal. O índice CPO-D na amostra foi de 13,1, e a prevalência de periodontite foi de 63,04%. Foi encontrada uma associação significativa entre baixos níveis de cortisol e xerostomia. Tarefas de trabalho de alta demanda apresentaram uma chance 23,9 vezes maior de apresentar baixos níveis de cortisol. Além disso, indivíduos com xerostomia mostraram uma média mais alta no índice de dentes cariados, perdidos e obturados. Não foi encontrada associação significativa entre cortisol e fluxo salivar, cáries dentárias ou condição periodontal. Os resultados sugerem que níveis baixos de cortisol salivar estejam relacionados ao estresse crônico. Níveis baixos de cortisol também foram associados à presença de xerostomia e consequentemente a taxas mais altas de dentes cariados, perdidos e obturados. Não foi encontrada associação entre níveis de cortisol e doença periodontal.



Resumo Inglês:

Occupational stress represents a significant cause of illness among nursing professionals. This study aims to investigate salivary cortisol levels in a hospital nursing team and assess their correlation with clinical oral conditions. This is a cross-sectional analytical epidemiological study conducted on 46 nursing professionals. Salivary cortisol collection was performed using a Salivette® kit, and analyses were conducted using ultra-high-performance liquid chromatography and tandem mass spectrometry. Unstimulated salivary flow was collected through sialometry, and xerostomia was assessed using the Xerostomia Inventory (SXI) questionnaire. Clinical examinations included the evaluation of dental caries using the DMFT index. In our sample, 54.35% of participants had normal cortisol levels, and 45.65% had low cortisol levels. Xerostomia was present in almost all participants (93.48%), and 82.61% had normal salivary flow. The DMFT index in the sample was 13.1, and the prevalence of periodontitis was 63.04%. A significant association was found between low cortisol levels and xerostomia. High-demand job tasks were found to have 23.9 times higher odds of presenting low cortisol levels. Additionally, xerostomic individuals showed a higher average in the index of decayed, missing, and filled teeth. No significant association was found between cortisol and salivary flow, dental caries or periodontal condition. The results suggest that low salivary cortisol levels may be related to chronic stress. Low cortisol levels were also associated with the presence of xerostomia, which was consequently related to higher rates of decayed, missing, and filled teeth. No association was found between cortisol levels and periodontal disease.



Resumo Espanhol:

El estrés ocupacional es una de las causas de enfermedades entre los profesionales de enfermería. Este estudio tiene como objetivo investigar los niveles de cortisol salival y correlacionarlos con condiciones clínicas bucales. Este es un estudio transversal realizado con 46 profesionales de enfermería. Se realizó la recolección de cortisol salival y los análisis se llevaron a cabo mediante cromatografía líquida y espectrometría. El flujo salival no estimulado se recolectó mediante sialometría, y la xerostomía se evaluó mediante un cuestionario. La evaluación de caries dentales se realizó utilizando el índice DMFT. En nuestra muestra, el 54,35% presentó niveles normales de cortisol y el 45,65% presentó niveles bajos de cortisol. La xerostomía estaba presente en casi todos los participantes (93,48%), y el 82,61% tenía flujo salival normal. Se encontró una asociación significativa entre bajos niveles de cortisol y xerostomía. Las tareas laborales de alta demanda presentaron una probabilidad 23,9 veces mayor de presentar bajos niveles de cortisol. Además, los individuos con xerostomía mostraron un promedio más alto en el índice de dientes cariados, perdidos y obturados. No se encontró una asociación significativa entre el cortisol y el flujo salival, las caries dentales o la condición periodontal. Los niveles bajos de cortisol salival se asociaron con el estrés crónico. Los niveles bajos de cortisol también se asociaron con la presencia de xerostomía y, consecuentemente, con tasas más altas de dientes cariados, perdidos y obturados. No se encontró asociación entre niveles de cortisol y la enfermedad periodontal.