Este artigo apresenta parte dos resultados de uma pesquisa de doutorado sobre as experiências narradas do cotidiano de bichas pretas, atravessadas pelas interseções entre LGBTIfobia e racismo. A partir da análise de canais do YouTube e entrevistas semiestruturadas (Gil, 2008), investigamos como jovens gays negros afeminados utilizam narrativas midiáticas como táticas de sobrevivência diante da subalternização. Essas plataformas emergem como espaços testemunhais de vocalização das opressões, reivindicando imagens e vozes que resistam ao apagamento de subjetividades negras e gays. Sob a perspectiva do circuito dos afetos e afetações, compreendemos o YouTube como território catártico e de subjetivação, criando espaços coletivos de cura (hooks, 2010). Propomos, com base no conceito de quilombo (Nascimento, 1980), um “quilombismo midiático interseccional”, pautado por comunhões emocionais (Maffesoli, 2014).
This article presents part of the results of doctoral research on narrated everyday experiences of bichas pretas (Black queer/femme men), marked by intersections of LGBTphobia and racism. Through content analysis of YouTube channels and semi-structured interviews (Gil, 2008), we investigate how young Black effeminate gay men use media narratives as survival tactics against their subalternization. These platforms emerge as testimonial spaces to vocalize oppression, claiming new images and voices that resist the erasure of Black and gay subjectivities. From the perspective of the circuit of affects and affections, we understand YouTube as a cathartic territory of subjectivation, creating collective healing spaces (hooks, 2010). Thus, drawing from the concept of quilombo (Nascimento, 1980), we propose an “intersectional media quilombism,” grounded in emotional communions (Maffesoli, 2014).
Este artículo presenta parte de los resultados de una investigación doctoral sobre las experiencias narradas de la vida cotidiana de maricas negras, atravesadas por las intersecciones entre LGBTIfobia y racismo. A partir del análisis de canales de YouTube y de entrevistas semiestructuradas (Gil, 2008), investigamos cómo jóvenes gays negros afeminados utilizan narrativas mediáticas como tácticas de supervivencia frente a su posición subalterna. Esas plataformas emergen como espacios testimoniales de vocalización de opresiones, reivindicando imágenes y voces que resistan al borrado de las subjetividades negras y gays. Desde la perspectiva del circuito de los afectos y afectaciones, comprendemos YouTube como territorio catártico y de subjetivación, creando espacios colectivos de sanación (hooks, 2010). Proponemos, a partir del concepto de quilombo(Nascimento, 1980), un "quilombismo mediático interseccional", basado en comuniones emocionales (Maffesoli, 2014).