A mediação pedagógica, no contexto da educação inclusiva, configura-se como um elemento estruturante para a efetivação do direito à aprendizagem de estudantes público-alvo da educação especial. Este artigo analisa, sob uma perspectiva teórica e normativa, o papel do professor enquanto mediador do processo educativo, articulando fundamentos da psicologia histórico-cultural, da pedagogia inclusiva e das políticas públicas brasileiras. A discussão evidencia que a atuação docente demanda competências específicas que ultrapassam a transmissão de conteúdos, envolvendo práticas intencionais de adaptação curricular, uso de recursos acessíveis e construção de relações pedagógicas significativas. Fundamentado em autores como Vygotsky, Mantoan, Glat e documentos oficiais como a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva, o texto apresenta uma análise aprofundada da mediação como prática transformadora, destacando seus desafios e potencialidades no cotidiano escolar. Conclui-se que a mediação pedagógica, quando orientada por princípios inclusivos, contribui para a construção de ambientes educacionais equitativos, nos quais a diversidade é reconhecida como elemento constitutivo do processo de ensino e aprendizagem.