Marcas de uso e redes medioestruturais de verbetes sobre homossexual masculino em dicionários escolares

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ISSN: 19805799
Editor Chefe: Guilherme Fromm
Início Publicação: 31/05/2007
Periodicidade: Trimestral
Área de Estudo: Linguística

Marcas de uso e redes medioestruturais de verbetes sobre homossexual masculino em dicionários escolares

Ano: 2018 | Volume: 12 | Número: 4
Autores: Hugo Leonardo Gomes dos Santos, Antônio Luciano Pontes, Pedro Henrique Lima Praxedes Filho
Autor Correspondente: Hugo Leonardo Gomes dos Santos | [email protected]

Palavras-chave: Homossexual masculino, Dicionário escolar, Marcas de uso, Pejorativo

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

Nosso objetivo foi investigar quais as marcas de uso utilizadas nos dicionários escolares tipo 3 do Programa Nacional do Livro Didático 2012 para indicar as restrições e os contextos de uso de palavras relacionadas a homossexual masculino, bem como suas implicações para a compreensão dos sentidos ali expressos. Buscamos fundamentação teórica nos campos da Metalexicografia e da Lexicografia Pedagógica (WELKER, 2004; PONTES, 2009; 2012; GARRIGA ESCRIBANO, 1994; 1995; FAJARDO, 1997) e operamos uma pesquisa descritiva e qualitativa. Apresentamos um levantamento de 11 entradas relacionadas a homossexual masculino, totalizando 44 verbetes extraídos de cinco dicionários escolares. A partir das definições selecionadas, elaboramos redes de fluxo de sentido, redes medioestruturais, e analisamos o posicionamento das marcas de uso empregadas por cada dicionário, nas redes elaboradas, e os padrões de marcação de cada palavra. Em relação às conclusões, podemos destacar dois aspectos: (1) a marca mais recorrente em nosso corpusfoi a que se refere ao uso pejorativo, indicando os contextos discriminatórios em que essas palavras são empregadas; e (2) palavras marcadas, como “bicha”, “baitola” e “maricas”, por exemplo, estão posicionadas às margens da rede e o fluxo de sentidos converge dessas palavras para as palavras não marcadas “gay” e “homossexual”.

Resumo Inglês:

Our aim was to investigate the use of usage labels in type 3 school dictionaries adopted by the National Program of Textbooks 2012 in order that we could indicate the restrictions and contexts of use of words related to male homosexuals, as well as their implications for the understanding of the senses expressed there. We sought theoretical support in studies within the fields of Metalexicography and Pedagogical Lexicography, such as Welker (2004), Pontes (2009; 2012), Garriga Escribano (1994; 1995), and Fajardo (1997). We conducted a qualitative descriptive study. We presented a survey of 11 word-entries related to male homosexuals, totalizing 44 entries extracted from five school dictionaries. The selected definitions were used for the elaboration of sense-flow networks, mediostructural networks. We then analyzed the location of the usage labels used by each dictionary in the mediostructural network and the labeling patterns for each word. In relation to the conclusions, we can highlight two aspects: (1) the most recurrent label in our corpus was that referring to derogatory use, indicating the discriminatory contexts in which these words are used; and (2) marked words like “bicha”, “baitola” e “maricas”, for example, are located at the network periphery and the flow of meanings converges from those words to the unmarked words “gay” and “homosexual”.