Mário de Sá-Carneiro, sem anos depois

Anuário De Literatura

Endereço:
Pós-Graduação em Literatura - Centro de Comunicação e Expressão - Campus Universitário - Trindade - Florianópolis
Florianópolis / SC
Site: http://www.periodicos.ufsc.br/index.php/literatura
Telefone: (48) 3721-9582
ISSN: 21757917
Editor Chefe: NULL
Início Publicação: 30/11/1993
Periodicidade: Semestral
Área de Estudo: Letras

Mário de Sá-Carneiro, sem anos depois

Ano: 2016 | Volume: 21 | Número: 2
Autores: Paula Cristina Costa
Autor Correspondente: Anuário de Literatura | [email protected]ufsc.br

Palavras-chave: sá-carneiro, eu/outro, modernismo, contemporâneo

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

A obra de Mário de Sá-Carneiro ainda se mantém actual cem anos depois da sua morte: a modernidade do seu estilo não se esgota nas modas modernistas da época, mas mantém-se actual e contemporânea dos dias de hoje. Esta obra é de uma grande coerência temática. Ao longo da sua poesia, prosa e teatro, repete-se renovadamente o tema do Eu/Outro, o desejo de atingir a perfeição absoluta, como Ícaro, e o fracasso da realização plena. Em textos como os bem conhecidos poemas «Quasi», e «7» assim como na narrativa «A Confissão de Lúcio», está presente este desejo de fusão do Eu e do Outro e a impossibilidade de o conseguir. Mário de Sá-Carneiro foi, juntamente com Pessoa, um dos fundadores do modernismo português, um dos directores da revista «Orpheu». Ambos os poetas criaram ismos fundamentais para a construção do nosso modernismo: paulismo, interseccionismo, sensacionismo. No entanto, mantiveram-se fiéis aos seus estilos próprios.