A sociedade atual está imersa num cotidiano repleto de eventos culturais de escrita. Mesmo, uma família, não tendo o hábito de leitura de livros, realiza variadas práticas sociais mediadas pela escrita, circula por lugares com placas de nomes de ruas, recebem e enviam correspondências, leem jornais e revistas, consultam agendas e listas telefônicas etc. A criança observa os adultos e até mesmo as demais crianças que sabem ler e se beneficiam das informações escritas nestes diferentes veículos de informação, sentindo a necessidade de participarem deste mundo letrado que até então, por não conseguirem decodificar os diferentes signos que envolve o sistema lecto-escrito, estão excluídas do mesmo. Entretanto, o contato que as crianças têm com a língua materna desde bebê e sua vivência no mundo letrado não é garantia de que todas apresentem interesse pela alfabetização durante a Educação infantil, pois o meio no qual estão inseridas mesmo com tantos recursos, ainda não as motivou. Existem variados estudos sobre o processo de alfabetização, com múltiplos enfoques e variadas aplicações práticas. Neste trabalho me aterei à importância das práticas pedagógicas desenvolvidas na Educação Infantil que suscitam o interesse pelo processo de aquisição da lecto-escrita.