Contextualização: O aumento do uso de ambientes digitais por crianças e adolescentes (NNA) no Equador intensificou a coleta e o tratamento de dados pessoais, em um contexto no qual o ordenamento jurídico reconhece sua proteção reforçada, mas ainda carece de uma regulamentação específica e integral adaptada à sua condição de grupo prioritário.Objetivo: Analisar a existência e suficiência de uma regulação diferenciada para a proteção de dados pessoais de crianças e adolescentes em ambientes digitais no Equador, a partir da comparação entre padrões internacionais, marco jurídico nacional e experiências comparadas.Método: Adota-se uma abordagem jurídico-normativa e comparada, com base na análise da Constituição, legislação e jurisprudência equatorianas, dos padrões internacionais (Convenção sobre os Direitos da Criança, Observação Geral n.º 25 e Convenção de Budapeste) e de marcos regulatórios da Espanha, Estados Unidos eChile. Trata-se de um estudo dogmático, sem coleta empírica de dados.Conclusões: Constata-se a existência de uma lacuna estrutural na regulação equatoriana quanto à proteção diferenciada dos dados pessoais de NNA em ambientes digitais. As normas gerais vigentes são insuficientes frente aos riscos atuais. Conclui-se que o Estado deve implementar um marco regulatório integral que inclua verificação de idade, consentimento parental verificável, educação digital, regras específicas de tratamento de dados e fortalecimento da autoridade de controle, orientado pelo princípio do interesse superior da criança
Contextualization: The growing participation of children and adolescents (C&A) in digital environments in Ecuador has intensified the processing of personal data, within a legal framework that recognizes them as a priority group but lacks a comprehensive and specific regulation tailored to their particular vulnerability.Objective: To analyze the existence and adequacy of differentiated regulation for the protection of children’s personal data in digital environments in Ecuador, through a comparison between international standards, national legal framework, and comparative experiences. Method: The study adopts a legal-normative and comparative approach, examining Ecuadorian constitutional, legal, and jurisprudential sources, international standards (Convention on the Rights of the Child, General Comment No. 25, and Budapest Convention), and selected regulatory frameworks from Spain, the United States, and Chile. It is a doctrinal study without empirical fieldwork.Conclusions: The research identifies astructural regulatory gap in Ecuador regarding the specific protection of children’s personal data in digital environments. Existing general provisions are insufficient to address current risks. It is concluded that the State must develop a comprehensive regulatory framework incorporating mechanisms such as age verification, verifiable parental consent, digital education, data processing safeguards, and strengthened supervisory authority, guided by the best interests of the child principle.
Contextualización: El incremento del uso de entornos digitales por parte de niños, niñas y adolescentes (NNA) en Ecuador ha generado un escenario de exposición intensiva al tratamiento de datos personales, en un contexto donde el marco normativo vigente —constitucional y legal—reconoce su protección reforzada, pero carece de una regulación específica e integral adaptada a su condición de grupo de atención prioritaria.Objetivo: Analizar la existencia y suficiencia de una regulación diferenciada para la protección de datos personales de NNA en entornos digitales en Ecuador, a partir del contraste entre estándares internacionales, normativa interna y experiencias comparadas.Método: Se emplea un enfoque jurídico-normativo y comparado, basado en el análisis de fuentes constitucionales, legales y jurisprudenciales ecuatorianas, estándares internacionales (Convención sobre los Derechos del Niño, Observación General n.º 25 y Convención de Budapest), así como marcos regulatorios de España, Estados Unidos y Chile. El estudio es de carácter dogmático, sin trabajo empírico directo.Conclusiones: Se evidencia un déficit estructural en la regulación ecuatoriana respecto a la protección diferenciada de datos de NNA en entornos digitales. Aunque existen principios y normas generales, estos resultan insuficientes frente a los riesgos actuales. Se concluye que el Estado tiene la obligación de desarrollar un marco integral que incorpore mecanismos como verificación de edad, consentimiento parental verificable, educación digital, regulación del tratamiento de datos y fortalecimiento institucional de la autoridad de control, bajo el principio rector del interés superior del niño.