Interpelações do pensamento decolonial à missão cristã

Pesquisas em Teologia

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ISSN: 2595-9409
Editor Chefe: Prof. Dr. Abimar Oliveira de Moraes
Início Publicação: 05/12/2018
Periodicidade: Semestral
Área de Estudo: Teologia

Interpelações do pensamento decolonial à missão cristã

Ano: 2020 | Volume: 3 | Número: 5
Autores: Stefano Raschietti
Autor Correspondente: S. Raschietti | [email protected]

Palavras-chave: Mission, Missiology, Decoloniality, Latin America, Interculturality

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

Nesse ensaio apresentaremos as linhas constitutivas do pensamento decolonial, que apresenta a colonialidade como o “lado escuro” da modernidade, intrinsecamente associada aos propósitos emancipadores do Ocidente cristão. Esse pensamento se configura como uma obra coletiva em construção, que afunda suas raízes na tradição crítica anticolonial latino-americana, agrupando produções heterogêneas de diversos autores num âmbito interdisciplinar. Elemento de gravitação e de agregação de todo o programa é o conceito de “colonialidade do poder” que se desdobra em “colonialidade do saber” e “colonialidade do ser”, formando assim uma “estrutura triangular”, a expressar principalmente a dimensão política, epistemológica e ontológica do objeto em questão. Os aportes desse projeto oferecem para uma teologia da missão intuições e elementos analíticos críticos que delineiam quatro âmbitos de indagação: a irrupção do “outro” como sujeito interlocutor; a necessidade de um processo epistêmico de desprendimento e abertura; a exigência primeira da missão habitar a fronteira; o compromisso junto aos projetos decoloniais globais. Enveredar pelo caminho decolonial implica para a prática e a teologia da missão uma radical mudança de orientação e motivação.



Resumo Inglês:

This   essay   will   present   the   constitutive   lines   of   Latin   American decolonial thought, which presents coloniality as the “dark side” of modernity,  intrinsically associated with the emancipatory purposes of the Christian West. This thought is configured as a collective work under construction, which has its  roots  in  the  Latin  American  anti-colonial  critical  tradition, grouping  heterogeneous  productions  by  different  authors  in  an  interdisciplinary  scope. An element of gravitation and aggregation of the entire program is the concept of “coloniality of power” that unfolds into “coloniality of knowledge” and “coloniality of being”, thus forming a “triangular structure”, expressing mainly the  political,  epistemological  and  ontological  dimension  of  the  object  in question.  The  contributions  of  this  project  offer  intuitive  insights  and  critical analytical elements for a theolog y of mission that outline four areas of inquiry: the irruption of the “other” as an interlocutor; the need for an epistemic process of detachment and openness; the primary requirement of the mission to inhabit the  border;  commitment  to   global  decolonial  projects.  Going   down  the decolonial  path  implies  a  radical  change  in  orientation  and  motivation  for mission practice and theology. This   essay   will   present   the   constitutive   lines   of   Latin   American decolonial thought, which presents coloniality as the “dark side” of modernity,  intrinsically associated with the emancipatory purposes of the Christian West. This thought is configured as a collective work under construction, which has its  roots  in  the  Latin  American  anti-colonial  critical  tradition, grouping  heterogeneous  productions  by  different  authors  in  an  interdisciplinary  scope. An element of gravitation and aggregation of the entire program is the concept of “coloniality of power” that unfolds into “coloniality of knowledge” and “coloniality of being”, thus forming a “triangular structure”, expressing mainly the  political,  epistemological  and  ontological  dimension  of  the  object  in question.  The  contributions  of  this  project  offer  intuitive  insights  and  critical analytical elements for a theolog y of mission that outline four areas of inquiry: the irruption of the “other” as an interlocutor; the need for an epistemic process of detachment and openness; the primary requirement of the mission to inhabit the  border;  commitment  to   global  decolonial  projects.  Going   down  the decolonial  path  implies  a  radical  change  in  orientation  and  motivation  for mission practice and theology.