Este artigo tem como objetivo analisar a construção histórica e social da concepção de infância, evidenciando as transformações ocorridas ao longo dos séculos até o reconhecimento da criança como sujeito de direitos. A pesquisa caracteriza-se como uma revisão bibliográfica, fundamentada em autores que discutem a infância sob perspectivas históricas, sociais e culturais. O estudo aborda desde a invisibilidade da infância na Idade Média, conforme apontado por Ariès (1978), passando pelas mudanças nas representações sociais e afetivas da criança na modernidade, até a consolidação de direitos assegurados por marcos legais, como a Constituição Federal de 1988 e o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Os resultados indicam que a valorização da infância é um processo histórico recente, marcado por avanços significativos no campo legal e social, embora ainda permeado por desigualdades que afetam principalmente crianças em contextos de vulnerabilidade. Conclui-se que a compreensão da infância como uma construção histórica e social é fundamental para o desenvolvimento de práticas educativas mais críticas, inclusivas e comprometidas com a garantia dos direitos e com o desenvolvimento integral da criança.