Promover a inclusão na primeira infância é fundamental para garantir o desenvolvimento integral das crianças e contribuir para a construção de uma sociedade mais justa, equitativa e acolhedora. A convivência entre crianças com diferentes características, necessidades e potencialidades favorece o desenvolvimento de habilidades socioemocionais, como empatia, respeito às diferenças, autonomia e cooperação, contribuindo para a formação de sujeitos mais conscientes e preparados para a vida em sociedade. Entretanto, o aumento da presença de crianças com necessidades educacionais específicas, especialmente aquelas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), tem evidenciado desafios enfrentados pelas instituições de Educação Infantil, entre os quais se destacam a insuficiência de profissionais especializados e de apoio, a necessidade de formação continuada dos educadores, a limitação de recursos pedagógicos adaptados e as dificuldades na efetivação das políticas de inclusão previstas na legislação. Diante desse cenário, o presente artigo tem como objetivo refletir sobre a importância da inclusão na primeira infância, analisando os desafios vivenciados pelas instituições educacionais e a necessidade de fortalecimento das políticas públicas voltadas à Educação Infantil inclusiva. Busca-se, ainda, destacar a relevância do trabalho desenvolvido com bebês e crianças pequenas no ambiente escolar, reconhecendo que as experiências vivenciadas nos primeiros anos de vida desempenham papel significativo na construção de valores, atitudes e práticas fundamentadas no respeito à diversidade e na garantia da participação de todos os sujeitos na sociedade. Conclui-se que a efetivação da inclusão na primeira infância requer investimento em políticas públicas, formação continuada dos profissionais, recursos adequados e práticas pedagógicas que valorizem as singularidades e potencialidades de cada criança.