Este artigo investiga os limites da hermenêutica teológica a partir do confronto com a noção de infinito na tradição judaico-cristã. Com base em autores como Paul Ricoeur, Emmanuel Lévinas, Joseph Edelheit, Jean-Luc Marion, Jean-Luc Nancy e Mark C. Taylor, argumenta-se que a interpretação teológica não pode ser reduzida à busca por sentido textual, devendo abrir-se à escuta do que excede, silencia e interpela. O infinito é abordado não como conceito abstrato, mas como ausência fundante, como rosto que desestabiliza o saber e convoca à responsabilidade. Propõe-se uma teologia da escuta, que reconhece a falha, o fragmento e a retirada como modos legítimos da revelação.