HEGEMONIA E QUESTÃO FEMININA EM ANTONIO GRAMSCI

Revista Ideação

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ISSN: 2359-6384
Editor Chefe: Laurenio Leite Sombra
Início Publicação: 31/01/1997
Periodicidade: Semestral
Área de Estudo: Filosofia

HEGEMONIA E QUESTÃO FEMININA EM ANTONIO GRAMSCI

Ano: 2019 | Volume: 1 | Número: 39
Autores: Ana Maria Said
Autor Correspondente: Ana Maria Said | [email protected]

Palavras-chave: Hegemonia, política, mulher, subalternidade, emancipação

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

No contexto de crise de autoridade, como definia Antonio Gramsci, em que há um avanço da extrema direita em muitos e importantes países do mundo, se instala a questão das minorias, dos preconceitos e das discriminações, da violência sobre elas, como manifestação do comportamento retrógrado e conservador da sociedade individualista e de massas. Para Gramsci, a luta política pela hegemonia no capitalismo contemporâneo é empreendida na sociedade civil, como base para as lutas contra a opressão. É no terreno político-econômico que a superação da condição de subalternidade das minorias se coloca. E a questão feminina está incluída nesse contexto. A reforma intelectual e moral seria a estratégia para que essa superação fosse possível. As mudanças na vida material contemporâneas impulsionam as conquistas femininas e sua afirmação como sujeito histórico, possibilitando uma inserção social e econômica. Mas, como todas as minorias, suas lutas específicas devem estar embasadas pela organização de classes. Gramsci nunca se ocupou especificamente sobre a “questão feminina”. É provável que se possa entender o papel da mulher na sociedade, para Gramsci, ao pensá-la a partir do conceito de “hegemonia” e sua definição de subalternidade e de sua superação. É a análise que pretendemos desenvolver nesse texto.



Resumo Inglês:

In the context of authority crisis, as Antonio Gramsci defined, there is an advance of the far right in many important countries worldwide. The issue of minorities is installed, prejudice, discrimination and violence as a manifestation of this old and conservative behavior of individualist society and masses. For Gramsci, the political struggle for hegemony in the contemporary capitalism is undertaken in the civil society as the basis for struggles against oppression. It is in the politic-economical ground that the overcoming of the minorities’ subordinate condition arises. The feminine issue is included in this context. The intellectual and moral reform would be the strategy to enable this overcoming. Changes in the contemporary material life boost the feminine achievements and their affirmation as historical subject, enabling a social and economic insertion. But, as all minorities, their specific struggles must be based on the organization of classes. Gramsci never specifically occupied himself with the “feminine issue”. Yet it is probable that for Gramsci the role of woman in society could be understood while thinking about it from the concept of “hegemony” and its definition of subordination and overcoming. This is the analysis we intend to develop in this text.