Este trabalho é fundamentado em incursões etnográficas realizadas num laboratório
de neurotoxidade e psicofarmacologia de em uma universidade brasileira. A partir
de uma descrição aprofundada sobre o espaço e as práticas dos agentes que ali atuam,
procuramos dar maior ênfase a algumas questões observadas, como as relativas às for-
mas de classificação e categorização do evento-conceito dor construÃdo e inscrito no
ambiente de laboratório. Problematizamos também a utilização de modelos animais
não humanos (ratos e camundongos) como cobaias em experimentações projetivas.
Por fim, tratamos do mapeamento das redes sociotécnicas em que estes atores e pro-
cedimentos encontram-se inseridos.