A escuta como prática do jornalismo alinhado ao bem-viver na/sobre Amazônia

Revista Culturas Midiáticas

Endereço:
Jardim Universitário - Castelo Branco
João Pessoa / PB
58051-900
Site: https://periodicos.ufpb.br/ojs2/index.php/cm/index
Telefone: (81) 8856-8988
ISSN: 1983-5930
Editor Chefe: Dra. Isabella Chianca Bessa Ribeiro do Valle
Início Publicação: 12/08/2008
Periodicidade: Semestral
Área de Estudo: Ciência da informação, Área de Estudo: Comunicação, Área de Estudo: Artes

A escuta como prática do jornalismo alinhado ao bem-viver na/sobre Amazônia

Ano: 2025 | Volume: 24 | Número: Não se aplica
Autores: STEINBRENNER, Rosane, MANGAS, Laiza, BRAGANÇA, Pedro
Autor Correspondente: STEINBRENNER, Rosane | [email protected]

Palavras-chave: comunicação para o bem viver, jornalismo, amazônia, folha de s. paulo, ama

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

Este artigo investiga a abordagem de diferentes modelos jornalísticos sobre eventos climáticos extremos, nesse caso, a seca na Amazônia, intensificada pelo desmatamento e mudanças climáticas (Zogahib et al., 2024). Ao adotar a escuta jornalística como critério analítico, baseado na Comunicação para o Bem-Viver (Baspineiro, 2014), a pesquisa aponta a ausência de vozes amazônidas e um tom alarmista nos textos da Folha de S. Paulo, ligado à mídia comercial, enquanto na mídia alternativa, representada neste estudo pela Amazônia Real, há um acionamento e escuta ativa de indígenas e ribeirinhos, aproximando o jornalismo dos princípios do Bem-Viver. Em vista disso, conceber o jornalismo como prática numa sociedade de risco (Beck, 2010) exige repensar seus métodos de escuta e modos de narrar. Desse modo, argumentamos que o jornalismo alinhado ao Bem-Viver pode contribuir significativamente para a construção de conhecimento e formulação de respostas às crises socioambientais, configurando-se como um elemento central para a descolonização de saberes, mobilização social e mitigação dos impactos sobre as populações vulnerabilizadas.



Resumo Inglês:

This article investigates how different journalistic models address extreme climate events, in this case, the drought in the Amazon, intensified by deforestation and climate change (Zogahib et al., 2024). By adopting journalistic listening as an analytical criterion, based on Communication for Buen Vivir (Baspineiro, 2014), the research highlights the absence of Amazonian voices and an alarmist tone in Folha de S. Paulo articles, associated with commercial media. In contrast, the alternative media outlet Amazônia Real, featured in this study, engages in active listening to Indigenous and riverside peoples, aligning journalism with the principles of Buen Vivir. In this sense, conceiving journalism as a practiceina risk society (Beck, 2010) requires rethinking its listening methods and modes of narration. Thus, we argue that journalism aligned with Buen Vivir can significantly contribute to knowledge production and the formulation of responses to socio-environmental crises, positioning itself as a central element in the decolonization of knowledge, social mobilization, and mitigation of impacts on vulnerable populations



Resumo Espanhol:

Este artículo investiga el enfoque de diferentes modelos periodísticos sobre eventos climáticos extremos, en este caso, la sequía en la Amazonía, intensificada por la deforestación y el cambio climático (Zogahib et al., 2024). Al adoptar la escucha periodística como criterio analítico, basada en la Comunicación para el Buen Vivir (Baspineiro, 2014), la investigación señala la ausencia de voces amazónicas y un tono alarmista en los textos de Folha de S. Paulo, vinculados a los medios comerciales. En cambio, en los medios alternativos, representados en este estudio por Amazônia Real, hay una activación y escucha activa de pueblos indígenas y ribereños, acercando el periodismo a los principios del Buen Vivir. En este sentido, concebir el periodismo como una práctica en una sociedad del riesgo (Beck, 2010) exigerepensar sus métodos de escucha y formas de narrar. Así, argumentamos que el periodismo alineado con el Buen Vivir puede contribuir significativamente a la construcción del conocimiento y a la formulación de respuestas frente a las crisis socioambientales, configurándose como un elemento central para la descolonización de los saberes, la movilización social y la mitigación de los impactos sobre las poblaciones vulnerabilizadas.