Este artigo analisa os desafios e as estratégias relacionadas à promoção da equidade e da inclusão no ensino fundamental no Brasil. Partimos da discussão sobre políticas públicas e percorremos práticas pedagógicas, formação docente e gestão escolar, buscando compreender como esses elementos se articulam no cotidiano das escolas. Defendemos a adoção de ações sensíveis ao contexto local — que considerem as especificidades socioeconômicas e culturais dos territórios — e a oferta de formação continuada para professores, além de avaliações que respeitem a diversidade dos estudantes. O texto dedica atenção especial às necessidades de estudantes com deficiência, transtorno do espectro autista e de altas habilidades, propondo que a inclusão efetiva depende de uma atuação integrada entre políticas, práticas escolares e comunidade. Em última instância, o artigo pretende contribuir com reflexões e recomendações para a construção de ambientes escolares mais justos, acessíveis e capazes de promover oportunidades reais de aprendizagem para todos.