A educação inclusiva configura-se como um dos principais desafios contemporâneos no campo educacional, exigindo a articulação entre diferentes perspectivas teóricas que fundamentem práticas pedagógicas eficazes. Este estudo tem como objetivo analisar o diálogo entre as contribuições de Lev Vygotsky e Jean Piaget na construção de práticas inclusivas, com ênfase na relação entre mediação social e desenvolvimento cognitivo. Parte-se da compreensão de que Piaget destaca os estágios do desenvolvimento e as estruturas cognitivas do sujeito, enquanto Vygotsky enfatiza o papel da interação social e da mediação no processo de aprendizagem. A análise propõe que a integração dessas abordagens possibilita uma prática pedagógica mais sensível às necessidades dos estudantes, especialmente no contexto da inclusão escolar. Além disso, incorpora-se a perspectiva de Paulo Freire, que compreende a educação como prática emancipatória, reforçando o compromisso ético e social da inclusão. Conclui-se que o diálogo entre esses referenciais contribui para práticas pedagógicas mais equitativas, respeitando as singularidades dos alunos e promovendo sua participação efetiva no ambiente escolar.