Em 1839, surgiu na Inglaterra a British and Foreign Anti-Slavery Society (BFASS), uma organização abolicionista não governamental cujo objetivo era enfraquecer o sistema escravista em diversas regiões do mundo. Atualmente reconhecida como uma das primeiras instituições defensoras dos direitos humanos, a BFASS teve origem na tradição protestante da Sociedade dos Amigos e, por décadas, sustentou posições abolicionistas que frequentemente divergiam das políticas adotadas pelo governo britânico. O presente artigo busca, além de historiar a trajetória da Sociedade, demonstrar que o abolicionismo de seus membros ultrapassou os limites do humanitarismo, evidenciando também as tensões políticas e econômicas da Inglaterra em meados do século XIX.
In 1839, the British and Foreign Anti-Slavery Society (BFASS) was founded in England as a non-governmental abolitionist organization whose aim was to weaken the system of slavery in various regions of the world. Currently recognized as one of the earliest institutions devoted to the defense of human rights, the BFASS originated in the Protestant tradition of the Society of Friends and, for decades, upheld abolitionist positions that often diverged from the policies adopted by the British government. This article seeks not only to trace the Society’s trajectory but also to demonstrate that the abolitionism of its members went beyond humanitarian concerns, revealing the political and economic tensions of mid-nineteenth-century England as well.
En 1839, surgió en Inglaterra la British and Foreign Anti-Slavery Society (BFASS), una organización abolicionista no gubernamental cuyo objetivo era debilitar el sistema esclavista en diversas regiones del mundo. Actualmente reconocida como una de las primeras instituciones defensoras de los derechos humanos, la BFASS tuvo su origen en la tradición protestante de la Sociedad de los Amigos y, durante décadas, sostuvo posturas abolicionistas que con frecuencia divergían de las políticas del gobierno británico. El presente artículo busca, además de historiar la trayectoria de la Sociedad, demostrar que el abolicionismo de sus miembros trascendió los límites del humanitarismo, evidenciando también las tensiones políticas y económicas de Inglaterra a mediados del siglo XIX.